Exames asseguram viagem de Bolsonaro à cúpula da ONU

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Bolsonaro usa uma cinta desde a cirurgia para correção da hérnia. (Foto: Reprodução/Twitter)
Bolsonaro usa uma cinta desde a cirurgia para correção da hérnia. (Foto: Reprodução/Twitter)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente passou por exames na manhã desta sexta, em Brasília

  • Resultados garantiram a ida de Bolsonaro à assembleia da ONU, em NY

Exames realizados na manhã desta sexta-feira (20) garantiram a ida do presidente Jair Bolsonaro (PSL) à cúpula da ONU, em Nova York, na próxima semana. A bateria de exames foi realizada em um hospital particular de luxo, em Brasília (DF).

Segundo o porta-voz da Presidência da República, os resultados mostraram que o presidente está apto a viajar e que a viagem está “assegurada”. “O nosso presidente está pronto para o combate, com viagem assegurada para Nova York”, afirmou Otávio Rêgo Barros.

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O presidente passou por cirurgia para correção de hérnia em 8 de setembro, surgida após a facada sofrida na campanha eleitoral de 2018. Ao longo da semana, ele foi acompanhado pela equipe médica da Presidência.

A ida de Bolsonaro e comitiva está programada para segunda-feira (23) de manhã, com retorno previsto para quarta-feira (25). O presidente, assim como aconteceu com outros ex-presidentes brasileiros, abrirá a Assembleia-Geral da ONU no dia 24.

DISCURSO NA ONU

Na live desta quinta-feira (19), no Facebook, o presidente comentou ele será atacado por outros países por causa das queimadas na Amazônia. No começo da transmissão da live desta quinta, que durou 26 minutos, Bolsonaro reclamou de países que o "atacam de forma virulenta". "Tá na cara que vou ser cobrado", disse.

Segundo ele, o governo "faz o possível" para combater o incêndio na Amazônia. "Mas elas têm todo ano, até por tradição. O caboclo toca fogo no seu roçado para plantar algo para sobrevivência, o índio faz a mesma coisa... tem quem faz de forma criminosa, mas como combater isso, sem meios, na Amazônia, que é maior que a Europa Ocidental?", disse.

Líderes da França, Alemanha e Noruega assumiram postura crítica a Bolsonaro após o início das queimadas, nas últimas semanas. Em agosto, os governos alemão e norueguês retiraram cerca de R$ 300 milhões em recursos para o Fundo Amazônia. Bolsonaro afirmou que os países o criticam porque queriam que o Brasil demarcasse reservas indígenas, quilombolas e ampliasse os parques ambientais para, no futuro, explorarem a região.

"O que alguns países querem, com essa historinha de dinheiro para o Fundo Amazônia... eles estavam comprando nossa Amazônia. Querem manter o índio como homens pré-históricos para que essa área seja explorada no futuro. O que interessa é a riqueza embaixo da terra", acusou Bolsonaro, repetindo um discurso que vem adotando desde o início da crise.

Sobre a fala na ONU, Bolsonaro afirmou que está preparando um discurso "bastante objetivo, diferente dos presidentes que me antecederam". "Ninguém vai brigar com ninguém. Vou apanhar da mídia de qualquer maneira, a mídia sempre tem do que reclamar", disse Bolsonaro, citando as queimadas na Amazônia.

"Eles têm números inverídicos, que interessam para desgastar a imagem do Brasil e criar um caos aqui. Se nossa agricultura cair, é bom para os países que vivem disso. Vão poder vender mais caro e nós ficaremos numa situação complicada", afirmou.

Bolsonaro ainda se recupera de uma cirurgia de correção de uma hérnia, que colocou em dúvida sua viagem aos Estados Unidos. O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse ontem que a ida estava "100% confirmada". Conforme a tradição na ONU, o Brasil fará o discurso de abertura da Assembleia, seguido pelos Estados Unidos, que terá o presidente Donald Trump na sequência de Bolsonaro.

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