Bolsonaro fala em 'confiança total' no 2º turno e critica institutos de pesquisa

RIO DE JANEIRO, RJ, 02.10.2022 - O candidato a reeleição para à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na vila militar, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
RIO DE JANEIRO, RJ, 02.10.2022 - O candidato a reeleição para à Presidência da República, Jair Bolsonaro, vota na Escola Municipal Rosa da Fonseca, na vila militar, na zona oeste do Rio de Janeiro. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) na noite deste domingo (2) que aproveitará o segundo turno para mostrar a política do governo federal diante da pandemia, citando dados da economia.

Bolsonaro disse ainda ter vencido o que chamou de "mentiras" dos institutos de pesquisa, ao citar o Datafolha. "Agora é confiança total."

Após passar para o segundo turno atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro reconheceu que há uma vontade de mudança no Brasil. O mandatário apontou o aumento no custo de vida da população como uma uma explicação para não ter registrado um desempenho melhor no pleito deste ano.

Bolsonaro evitou botar em xeque as urnas eletrônicas, como costuma fazer, e disse que só irá se pronunciar a respeito após as Forças Armadas apresentarem um relatório sobre o sistema de votação.

A declaração do chefe do Executivo neste domingo, no entanto, foi num tom mais moderado, sinalizando ao menos por ora a aceitação do resultado divulgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Entendo que teve muito voto que foi pela condição do povo brasileiro que sentiu o aumento dos produtos, em especial da cesta básica. Entendo que é uma vontade de mudar por parte da população, mas tem certas mudanças que podem vir para pior", disse, referindo-se a Lula e à esquerda.

Ele admitiu que sua mensagem não chegou a toda a população. "A gente tentou durante a campanha mostrar esse outro lado, mas parece que não atingiu a camada mais importante da sociedade", disse.

"Vamos agora mostrar para população brasileira, em especial a classe mais afetada, [que] é consequência da política do 'fique em casa a economia a gente vê depois', é consequência de uma guerra lá fora, de uma crise hidrológica também. E tenho certeza que vamos poder melhor mostrar para essa parcela da sociedade que a mudança que porventura alguns querem pode ser pior", acrescentou Bolsonaro, em outro momento de sua fala.

O mandatário também aproveitou para criticar os institutos de pesquisas, que apontavam uma diferença maior entre ele e Lula no primeiro turno.

Para o segundo turno, Bolsonaro disse que irá procurar o governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), para conquistar seu apoio. Além disso, ele comemorou a ida de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a segunda etapa da eleição em primeiro lugar em São Paulo.