Bolsonaro fala em “contragolpe” e chama apoiadores para manifestação em 7 de setembro

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Brazilian President Jair Bolsonaro holds his mobile phone during the launching ceremony of a new registry of professional fishermen, at Planalto Palace in Brasilia on June 29, 2021. - The Brazilian government announced the suspension of the contract to purchase 20 million doses of the Indian-made vaccine Covaxin. Covaxin's contract became the target of the COVID-19's Parliamentary Inquiry Committee in the Senate and the Federal Public Ministry after a health ministry's server denounced
Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem para amigos, apoiadores e também ministros do governo (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)
  • Presidente Jair Bolsonaro enviou mensagem em que fala em "contracolpe" e convoca pessoas para manifestação em 7 de setembro

  • Texto foi enviado para amigos, ministros e apoiadores por meio do Whatsapp

  • Na mensagem, Bolsonaro reclama da Constituição Federal e chama documento de "constituição comunista"

No último sábado (14), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) encaminhou uma mensagem de Whatsapp para apoiadores, em uma lista de transmissão no aplicativo. Segundo informações da coluna do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, o presidente falou sobre a necessidade de um “contragolpe” e ainda convocou bolsonaristas para uma manifestação em 7 de setembro.

O objetivo do ato seria mostrar que tanto Bolsonaro quanto as Forças Armadas têm apoio suficiente para uma possível ruptura institucional.

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Segundo o Metrópoles, Bolsonaro enviou a mensagem do número pessoal dele, diretamente para integrantes do governo e amigos. O texto é assinado por um grupo bolsonarista no Facebook, chamado “Ativistas direitas volver”, no entanto, o texto foi mandado diretamente pelo presidente e não tem a sinalização de que foi encaminhada.

“Atenção direitista sem noção, você mesmo que está falando merdas (sic) como ‘Vamos tomar o poder já que ninguém faz nada’, ‘Bolsonaro tá muito devagar’ ou ‘FFAA não fazem nada’. Faça o favor de ler com atenção o abaixo escrito, compreender as coisas como realmente são e assim passar a nos ajudar e não atrapalhar”, diz o início da mensagem.

Dividido em tópicos, o texto enviado por Bolsonaro refuta dois possíveis argumentos. O primeiro é para quem diz “vamos tomar o poder já que ninguém faz nada”. “Já estamos no poder, e, o conquistamos democraticamente através do voto, o que estamos lutando é para manter no poder quem elegemos, ajudando-o para que reestabeleça. Com apoio das FFAA, o equilíbrio entre os poderes, o estado democrático de direito, apenas isso”.

Depois, a mensagem rebate quem acusa Bolsonaro de estar “muito devagar”. “Hoje, fazer um contragolpe, é muito mais difícil e delicado do que naquela época, além do grave aparelhamento acima relatado, temos uma constituição comunista que tirou uma grande parte dos poderes do Presidente da República, e, foi por estes motivos, que o Presidente Bolsonaro, no início de agosto, em vídeo gravado, pediu para que o povo brasileiro fosse mais uma vez às ruas, na Avenida Paulista, no sete de setembro, dar o último aviso, mas desta vez, ele reforçou que o ‘contingente’ deveria ser absolutamente gigante, ou seja, o tamanho desta manifestação deverá ser o maior já visto na história do país, a ponto de comprovar e apoiar inclusive internacionalmente, para que dê à ele (sic) e às FFAA, para que, em caso de um bastante provável e necessário contragolpe que terão que implementar em breve.”

Apesar da ameaça de um golpe, a mensagem volta atrás e diz que tanto as Forças Armadas quanto o presidente Jair Bolsonaro “vêm tentando de todas as formas evitar uma ruptura institucional, pois sabem o grande problema que inicialmente poderá representar a todos nós, isso se chama cautela e estratégia, visando um bem maior e comum à nação”.

Segundo o Metrópoles, o Planalto foi procurado para comentar a mensagem, mas não se manifestou.

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