Bolsonaro fala em reunião com Poderes nesta quarta, mas Fux, Pacheco e Lira dizem desconhecê-la

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BRASILIA, DF,  BRASIL,  07-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro chega em carro aberto, dirigido pelo piloto Nelson Piquet, para a cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASILIA, DF, BRASIL, 07-09-2021, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro chega em carro aberto, dirigido pelo piloto Nelson Piquet, para a cerimônia de hasteamento da bandeira no Palácio da Alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Os presidentes do STF, da Câmara e do Senado desconhecem a reunião citada por Jair Bolsonaro em discurso nesta terça (7) na Esplanada dos Ministérios.

A apoiadores, durante uma fala com ameaças golpistas ao Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro disse que haverá um encontro entre os chefes de Poderes nesta quarta.

"Amanhã estarei no conselho da República juntamente com ministros para nós, juntamente com presidente da Câmara, Senado e do Supremo Tribunal Federal, com esta fotografia de vocês, mostrar para onde nós todos devemos ir". Bolsonaro não deu mais detalhes.

Procuradas pela Folha de S.Paulo, as assessorias de Luiz Fux, que preside o Supremo, de Rodrigo Pacheco (MDB-MG), que dirige o Senado, e de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, disseram que não há previsão de reunião com Bolsonaro. Desconhecem qualquer convite neste sentido até agora.

Presidido pelo presidente da República, o Conselho da República é composto pelo vice-presidente, pelos presidentes da Câmara e do Senado, líderes da maioria e da minoria das duas Casas, ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos, todos com mandato de três anos.

A lei de sua criação é de 1992 e foi assinada pelo então presidente, Fernando Collor de Mello, que esteve no hasteamento da bandeira ao lado de Bolsonaro mais cedo. De acordo com o artigo 90 da Constituição, o Conselho da República tem a função de se pronunciar sobre estado de sítio, estado de defesa, intervenção federal e questões relativas à estabilidade das instituições democráticas.

Dentre os que compõem o conselho, outros dois também estavam ao lado de Bolsonaro Hamilton Mourão, vice-presidente, e Anderson Torres, ministro da Justiça.

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