Bolsonaro faz apelo em reunião com empresários: 'não podem parar'

Gustavo Maia, Daniel Gullio e Leandro Prazeres

BRASÍLIA — Em videoconferência com empresários na tarde desta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que o setor produtivo do país não pare diante da pandemia do novo coronavírus. Ele reforçou que a economia não pode para, citando a necessidade de manter a proução e o transporte de remédios e de trabalhadores. E pregou a união durante a crise.

— Tendo em vista, obviamente, a situação em que o nosso Brasil se encontra, o momento é de união de todos nós, classe política, governadores, prefeitos, demais autoridades e, em especial, o setor produtivo, que agora se faz presente nesta videoconferência. Como diz o nosso ministro da Saúde, podemos ter alguns meses bastante difíceis pela frente e, há mais de um mês, o nosos governo se prepara para essa situação — iniciou o presidente.

Bolsonaro afirmou que decidiu ouvir os empresários, no grupo representado pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, para "para que algo que porventura não esteja feito de acordo com o pensamento de cada um" deles seja redirecionado e, assim, os problemas que o vírus pode ocasionar nos brasileiros sejam mitigados.

— Nós temos que correr com muita coisa, mas obviamente temos que ter responsabilidade e fazer isso tudo em cima de um planejamento. A economia não pode parar. Afinal de contas, não basta termos meios se não tivermos como levá-los ao local onde será usada, bem como os profissionais têm também que se fazer presentes nesses locais — declarou.

— Os empresários não podem parar, porque precisamos produzir muita coisa, e não é apenas um centro de produção. Um simples remédio envolve vários outros setores para que ele seja feito, embalado, [a]condicionado e transportado. A nossa economia também não pode parar no tocante à produção de alimentos. E esta área é muito grande — complementou.

De acordo com o presidente, o setor produtivo enviou 35 propostas ao governo federal nas últimas semanas, e uma parte considerável delas já foi implementada. Outras "estão em fase final, tendo em vista a urgência que o momento assim o requer", segundo Bolsonaro.