Bolsonaro faz discurso de campanha em viagem a Londres para funeral da rainha

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) fez um discurso eleitoral a apoiadores na varanda da embaixada do Brasil em Londres neste domingo, durante viagem oficial à capital britânica para comparecer ao funeral de Estado da rainha Elizabeth.

Bolsonaro decidiu ir ao funeral da rainha e também à Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), na próxima semana, como estratégia para reforçar a campanha na reta final antes da votação em 2 de outubro.

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Bolsonaro repetiu na capital britânica discurso que tem feito em comícios pelo Brasil, defendendo bandeiras conservadoras e acusando os adversários de quererem implantar o comunismo no Brasil.

"Essa manifestação por parte de vocês representa o que realmente acontece no Brasil. O momento que temos pela frente que teremos que decidir o futuro da nossa nação. Sabemos quem é o outros lado e o que eles querem implantar em nosso Brasil. A nossa bandeira sempre será dessas cores que temos aqui, verde e amarelo", afirmou aos apoiadores da varanda da embaixada.

"Somos conhecidos para o mundo pela questão da economia e também nas questões que têm a ver com a nossa tradição e com as nossas vidas. Somos um país que não quer discutir a liberação de drogas, que não quer discutir legalizar o aborto e também não aceita a ideologia de gênero", acrescentou.

Apesar de aparecer mais de 10 pontos percentuais atrás de Lula na última pesquisa do Datafolha (45% a 33%), Bolsonaro afirmou que acredita em uma vitória no primeiro turno, o que exige 50% mais um voto dos votos válidos (que excluem brancos e nulos).

"Não tem como a gente não ganhar no 1º turno", afirmou.

Bolsonaro e a mulher, Michelle, participarão do funeral de Estado da rainha Elizabeth na segunda-feira, ao lado de outros líderes mundiais convidados para o evento. Neste domingo, eles compareceram ao velório da monarca e participarão de uma recepção oferecida pelo rei Charles aos dignitários estrangeiros.

Centenas de milhares de pessoas ficaram por muitas horas em uma fila que se alongou à beira do rio Tâmisa ao longo dos últimos dias esperando para passar pelo caixão e homenagear a rainha, que morreu em 8 de setembro em sua casa de verão na Escócia, aos 96 anos.

(Por Pedro Fonseca)