Bolsonaro foi informado sobre teor de resposta da Defesa ao TSE

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A nova resposta do Ministério da Defesa ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acerca das urnas eletrônicas passou pelo aval do presidente Jair Bolsonaro. Segundo O GLOBO apurou, o documento final não foi avaliado pelo chefe do Executivo, que está em viagem aos Estados Unidos, mas o presidente foi consultado sobre as ideias principais do ofício para manter o alinhamento entre a pasta e o Palácio do Planalto.

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No ofício, assinado pelo ministro Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, a Defesa insiste para que as sugestões feitas pelas Forças Armadas sobre "aperfeiçoamento e segurança do processo eleitoral” sejam apreciadas pela Corte Eleitoral. O TSE disse que vai analisar.

O ministro afirma ainda que as Forças Armadas foram elencadas como "entidades fiscalizadoras, ao lado de outras instituições, legitimadas a participar das etapas do processo de fiscalização do sistema eletrônico" pelo TSE, mas que "até o momento", as Forças Armadas "não se sentem devidamente prestigiadas por atenderem ao honroso convite do TSE para integrar a CTE".

A inclusão das Forças Armadas no grupo responsável por fiscalizar o processo eleitoral deste ano foi decidida no ano passado pelo então presidente do TSE, Luís Roberto Barroso. O convide foi visto à época como forma de rebater declarações de Bolsonaro em que levanta suspeitas o funcionamento das urnas eletrônicas. Instado a apresentar provas, porém, ele nunca o fez.

Apesar da participação dos militares no grupo, o presidente manteve o discurso em que aponta a possibilidade de fraude nas eleições e citou questionamentos básicos feitos pelas Forças Armadas, como sobre a quantidade de urnas que são auditadas, para dizer que há vulnerabilidades no sistema.

Pesquisa do Datafolha publicada no dia 27 de maio mostra, no entanto, que a maioria da população confia nas urnas eletrônicas, usadas no país desde 1996 sem nunca ter qualquer caso de fraude comprovada. No total, 73% responderam que confiam no sistema usado nas eleições, enquanto 24% afirmam não confiar e outros 2% não sabem. Dentre aqueles que confiam nas urnas, 42% dizem confiar muito e 31% confiam um pouco.

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