Bolsonaro ganha direito de resposta e usa tempo de Lula em último programa eleitoral

No último dia de propaganda eleitoral em rádio e televisão, a campanha de Jair Bolsonaro, candidato à reeleição (PL), conseguiu direito de resposta e usou quase metade do tempo de Luis Inácio Lula da Silva (PT) nesta sexta-feira. Mais cedo, a equipe do petista havia postado o programa completo no Instagram.

No direito de reposta, a campanha de Bolsonaro apresentou dados sobre a inflação de 10,6% no ano de 2015, durante o governo Dilma, em comparação com outros países, e a projeção para a inflação de 2022 do Brasil, 6,4%, para mostrar as diferenças entre as administrações do PT e a atual.

A lei do sigilo de cem anos também foi outro tópico da peça:

"O nosso presidente não criou a lei do sigilo de 100 anos. Essa questão do sigilo foi criada no governo Dilma Rousseff, do PT, em 18 de novembro de 2011", disse a apresentadora na frente de uma projeção com o sobrenome da ex-presidente escrito errado. "O número da lei é 12.527".

A campanha frisou que o presidente foi contra o orçamento secreto e ainda listou os parlamentares do PT que teriam benefícios com os repasses das chamadas "emendas do relator" (Fabiano Cantarato, Humberto Costa, Flávio Nogueira, Leonardo Monteiro e Paulo José)

Nos cinco minutos regulares a que tinha direito, a campanha usou imagens do apoio do cantor Gusttavo Lima e do jogador de futebol Neymar. Bolsonaro falou sobre o Auxílio Emergencial, Auxílio Brasi, redução de preço da gasolina e pediu aos eleitores para irem, no próximo domingo, votar de verde e amarelo. "Vamos todos vestidos de verde e amarelos para mostrar que o nosso Brasil está unido", disse o atual presidente.

Tempo curto

Com cerca de 2 minutos e meio, Lula teve apenas tempo de falar sobre aumento do salário mínimo acima da inflação, de país sem armas e democracia. O ex-presidente apostou também na pluraridade do seu apoio usando imagens do encontro entre Lula e Papa Francisco, em fevereiro de 2020. "Reunimos gente de vários partidos e gente de sem nenhum partido, gente de centro de esquerda e de direita, gente de todas as religiões, brasileiros e brasileiras que não aguentam mais a violência política."

A música que finalizou o programa foi uma versão de "Amanhã", de Guilherme Arantes.