Bolsonaro gera mais polêmica em torno das eleições com ataques a Moraes, que deve presidir pleito

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Brazilian President Jair Bolsonaro speaks during a ceremony for the signing of the Provisional Measure on the Fuel Market at Planalto presidential palace in Brasilia, Brazil, Wednesday, Aug. 11, 2021. Bolsonaro suffered a major defeat in Congress Tuesday when lawmakers rejected a proposal to require printed receipts at some electronic ballot boxes. (AP Photo/Eraldo Peres)
Foto: AP Photo/Eraldo Peres
  • Presidente quer que ministro se declare impedido

  • Esforços se somam à polêmica do voto impresso

  • A decisão caberá ao ministro, que deverá encabeçar o TSE no próximo ano

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entrou com um pedido no Senado de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Parece muito improvável, para todos os envolvidos, que o ministro tenha perca seu cargo, o que nos leva a uma conclusão: o objetivo de Bolsonaro é pressionar Moraes para criar mais uma polêmica em torno das eleições de 2022.

Isso porque, de acordo com a ordem de sucessão, Moraes deve estar no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o pleito presidencial.

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O ministro Edson Fachin é o atual vice-presidente do TSE, e deve assumir a corte em fevereiro de 2022, mas fica apenas até agosto. De acordo com o critério de sucessão, a fila segue a ordem de posse como ministro do TSE. Dessa forma, o próximo na fila após Fachin é Alexandre de Moraes.

Assumindo em agosto, Moraes terá como tarefa presidir as eleições de 2022. Segundo auxiliares da Presidência ouvidos pelo portal UOL, Bolsonaro busca agora constranger o ministro para que ele se sinta incomodado de presidir as eleições, em um cenário em que um dos candidatos tenha conflitos pessoais com ele.

Caberá então ao ministro se declarar impedido ou não de exercer como presidente das eleições do próximo ano. Caso Moraes decida por seguir na função, Bolsonaro, segundo disseram auxiliares, já criou condições para levar o assunto à pauta do plenário do STF, ou do próprio TSE.

Os esforços de criar mais dúvidas sobre o pleito presidencial se soma aos debates polêmicos sobre o voto impresso, rejeitado na Câmara dos Deputados e por especialistas. Agora, além da insegurança forjada em torno do sistema eleitoral, se cria também uma suspeita em relação ao juiz.

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