Bolsonaro ignora vitória de Macron na França, e outros pré-candidatos destacam reeleição

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  31-03-2022, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro, do vice presidente Hamilton Mourão e de vários ministros de estado, participa de cerimônia de cerimônia de despedida dos ministros que deixam o governo para concorrerem as eleições e de posse dos novos ministros que os substituem. No palácio do planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 31-03-2022, 12h00: O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado da primeira dama Michelle Bolsonaro, do vice presidente Hamilton Mourão e de vários ministros de estado, participa de cerimônia de cerimônia de despedida dos ministros que deixam o governo para concorrerem as eleições e de posse dos novos ministros que os substituem. No palácio do planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dia após a confirmação da vitória de Emmanuel Macron na eleição da França, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL) foi um dos poucos líderes mundiais a ignorar o resultado, sem enviar uma mensagem oficial parabenizando o homólogo europeu.

Chefes de Estado e governo como Joe Biden (EUA), Boris Johnson (Reino Unido), Olaf Scholz (Alemanha), Vladimir Putin (Rússia), Volodimir Zelenski (Ucrânia), Alberto Fernández (Argentina), Gabriel Boric (Chile) e Xi Jinping (China) enviaram cumprimentos. O Itamaraty também não se pronunciou.

Bolsonaro e Macron colecionaram uma série de altercações nos últimos anos. Na mais recente delas, em novembro, quando o francês recebeu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Paris, o presidente resumiu a relação da seguinte forma, em entrevista a uma rádio: "O Macron sempre foi contra a gente, e ele sempre bateu na gente na questão da Amazônia [...] Parece uma provocação, sim".

Segundo Bolsonaro disse à época, "a França não é exemplo para nós, muito menos o seu Macron". A causa ambiental foi uma das principais motivações das trocas de críticas --mas ofensas pessoais, no caso dirigidas pelo brasileiro à mulher do francês, também entraram na roda.

Lula, aliás, foi um dos pré-candidatos à Presidência brasileira que parabenizaram a reeleição do presidente francês. "Torço pelo sucesso do seu governo, pelo progresso das condições de vida do povo francês e pelo desenvolvimento da integração da União Europeia", escreveu o ex-presidente no Twitter.

"Confio que o presidente Macron contribuirá nos desafios globais das mudanças climáticas, das pandemias, da luta contra a desigualdade e para a construção da paz na Europa."

O petista, que no primeiro turno havia manifestado apoio ao ultraesquerdista Jean-Luc Mélenchon, já havia endossado Macron antes da votação deste domingo (24), em uma série de tuítes destacando que "o futuro da democracia estva em jogo na Europa e no mundo" e que era "fundamental derrotar a extrema direita e sua mensagem de ódio e preconceito".

A mensagem fazia referência à rival derrotada pelo líder francês, a ultradireitista Marine Le Pen. Nesta segunda, Lula foi seguido por Ciro Gomes (PDT), João Doria (PSDB), Simone Tebet (MDB) e Felipe d'Ávila (Novo).

"Ver a extrema direita derrotada será sempre motivo de alegria. Maior alegria ainda será vê-la definhar e o embate democrático se dar com menos polarização e mais qualidade. No Brasil, na França e em todo o planeta! Um bom segundo governo a Emmanuel Macron", escreveu Ciro.

D'Ávila destacou que o resultado "mostra que é possível a democracia vencer o populismo" e desejou que ele sirva de exemplo para o Brasil.

"A conquista de Macron é a vitória da democracia. É a rejeição ao extremismo. É a conquista do voto pela esperança de um futuro promissor para a nação francesa. Um triunfo do equilíbrio e do compromisso pelo progresso do país, sem radicalismos. Parabéns à França e ao seu povo", disse Doria.

Tebet escreveu: "Salve a democracia, a moderação, o diálogo. O Brasil precisa do mesmo caminho. Na França, forças democráticas, unidas, venceram. Celebremos, mas sem descanso, pois o vírus que ataca os ideais de liberdade e justiça da democracia ainda ocupa o pulmão e a mente de mais de 40% dos franceses".

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