Bolsonaro imita Trump ao tumultuar eleições, avalia cúpula do Judiciário

Jair Bolsonaro tem levantado dúvidas a respeito da atuação do TSE e da lisura do processo eleitoral (REUTERS/Ueslei Marcelino)
Jair Bolsonaro tem levantado dúvidas a respeito da atuação do TSE e da lisura do processo eleitoral

(REUTERS/Ueslei Marcelino)

  • STF e STJ avaliam que Bolsonaro tem copiado atitudes de Trump;

  • Presidente está perdendo nas pesquisas eleitorais e tenta provocar tumultos no processo eleitoral;

  • Em 2020, Trump também contestou o resultado do pleito e insuflou manifestações.

Integrantes do STF (Supremo Tribunal Federal) e do STJ (Superior Tribunal de Justiça) avaliam que Jair Bolsonaro (PL) copia o ex-presidente norte-americano Donald Trump com o intuito de provocar tumultos no processo eleitoral. O mandatário está perdendo nas pesquisas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo as fontes ouvidas pela Folha de S. Paulo, Bolsonaro tem insuflado em seus apoiadores questionamentos sobre o resultado das eleições, caso seja derrotado nas urnas. Na noite de quarta-feira (26), ele levantou uma série de dúvidas a respeito da atuação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e alegou que houve fraude nas inserções de rádio – o que, segundo ele, interfere no resultado das eleições.

Os documentos que supostamente comprovam tais alegações apresentam uma série de erros e inconsistências. Um dos ministros também apontou que a responsabilidade de fiscalizar as inserções é da campanha – e não do TSE – e que se houve algum erro, deveria ter sido comunicado imediatamente, e não após a criação de um “armazenamento tático”.

A tentativa de criar um ‘radiolão’ a alguns dias do pleito foi vista como um sinal de desespero por parte do comitê do presidenciável, especialmente após a prisão do aliado e ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) fazer a popularidade de Bolsonaro cair.

Apesar do presidente dizer que agiria “dentro das quatro linhas da Constituição”, o movimento dele não pega a cúpula do Judiciário de surpresa, já que ele tem sinalizado nos últimos anos que poderia tomar tais atitudes. Há, contudo, a expectativa de que uma avalanche de fake news tumultue a véspera do pleito.

Relembre o caso Trump

Em 2020, o então presidente norte-americano contestou o resultado das eleições e estimulou apoiadores a se manifestarem no Congresso – episódio que contou com invasão, violência e vandalização do edifício.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

A invasão aconteceu durante a sessão conjunta do Congresso que confirmou a vitória do democrata Joe Biden, adversário de Trump. O partido Democrata, atualmente no poder, enxerga o caso como uma tentativa de insurreição.

Até hoje, apoiadores de Trump contestam o resultado das eleições e dizem que houve fraude.

Qual a data do segundo turno das Eleições 2022?

O segundo turno será disputado no dia 30 de outubro, último domingo do mês. Assim como no primeiro turno, o horário em que os colégios eleitorais estarão abertos para receber os eleitores será das 8h às 17h no horário de Brasília. Locais com fuso diferentes do da capital deverão adaptar seus horários para que o encerramento em todo o país seja simultâneo.

Quais cargos serão votados no segundo turno das Eleições 2022?

Em estados nos quais houver necessidade, haverá disputa para governador. Todos os estados e o Distrito Federal votarão para presidente da República.

Veja a ordem de escolha na urna eletrônica no segundo turno das Eleições 2022

  1. Governador (dois dígitos)

  2. Presidente da República (dois dígitos)

Presidente: qual a função que esse cargo exerce?

O presidente da República exerce a função de chefe do poder Executivo e de chefe do Estado (autoridade máxima) de forma simultânea em uma nação cujo sistema de governo é denominado presidencialismo.

Como chefe do poder Executivo, o presidente é responsável pelas ações e decisões cotidianas da política brasileira.

Por exemplo: como criar políticas públicas e programas governamentais, como gerir a administração federal, sugerir novas leis, dentre outras atividades. Já como chefe de Estado, o presidente é o representante máximo do país que o elegeu perante o mundo.

Governador: qual a função que esse cargo exerce?

O governador é representante do Poder Executivo, com objetivo de governar o povo e conduzir os interesses públicos de cada estado.

Assim, a função do governador é comandar de forma completa o estado e representá-lo em ações jurídicas, políticas e administrativas. Ele também defende todos os interesses e necessidades do estado para com o presidente da República.

O Poder Executivo estadual também possui a função de articulação política com o governo federal, bem como com os municípios que integram o estado.

O que está sob a gestão dos governadores?

  • Segurança pública Uma das maiores responsabilidades do governador estadual é a segurança pública, envolvendo o total controle das Polícias Civil e Militar e a construção e administração de presídios.

  • Saúde – Está na alçada do governador criar as políticas de saúde estaduais e organizar o atendimento todo o atendimento de saúde, construindo e mantendo hospitais e instalações – laboratórios, centros de doação de sangue e centros de atendimento complexo (hospitais do câncer, por exemplo).

  • Educação No quesito educacional, o principal foco do governador costuma ser o ensino médio, hoje considerada a mais problemática das etapas do ensino formal brasileiro.

  • Definir o orçamento estadual – Os documentos orçamentários são de responsabilidade do governador estadual. Eles visam fomentar o planejamento de curto e médio prazo do estado, trazendo mais transparência ao uso dos recursos públicos.

  • Infraestrutura estadual – A responsabilidade sobre toda a infraestrutura é mantida na alçada do governador estadual. Rodovias e portos, por exemplo, precisam receber cuidados do governo.

  • Adquirir investimentos federais para estados e municípios – Para viabilizar projetos de grande porte, tanto o estado quanto os municípios dependem de investimentos vindos do governo federal. Para isso, o governador é importante e peça-chave na articulação política entre União, estado e municípios.