Bolsonaro impõe sigilo a cachê recebido por Gusttavo Lima

Gusttavo Lima é apoiador declarado de Bolsonaro e chegou a fazer declarações e aparições públicas ao lado do mandatário durante a campanha presidencial deste ano - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Gusttavo Lima é apoiador declarado de Bolsonaro e chegou a fazer declarações e aparições públicas ao lado do mandatário durante a campanha presidencial deste ano - Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Cantor sertanejo tem cachê protegido por sigilo de 100 anos após determinação do presidente Jair Bolsonaro (PL);

  • Medida se refere a pagamento por participação de Gusttavo Lima em comercial da Mega da Virada;

  • A Caixa Econômica Federal usou mais de R$ 10 milhões para campanha, mas a destinação dos valores não foi detalhada.

Por determinação do presidente Jair Bolsonaro (PL), o valor pago ao cantor sertanejo Gusttavo Lima pela participação em um comercial da Mega da Virada em 2021 está sob sigilo de 100 anos.

A medida está prevista no artigo 31 da Lei de Acesso à Informação, brecha utilizada inúmeras vezes pelo atual mandatário para esconder informações. No texto, a legislação restringe dados pessoais relacionados “à intimidade, vida privada, honra e imagem" por prazo máximo de até cem anos - ou seja, pode ser reduzido.

O portal Movimento Country foi responsável por noticiar o sigilo sobre o cachê recebido por Lima. De acordo com a publicação, consta no Portal da Transparência que a Caixa Econômica Federal usou mais de R$ 10 milhões para a campanha. Além do pagamento do cantor, outras destinações dos valores não foram reveladas.

Gusttavo Lima é apoiador declarado de Bolsonaro e chegou a fazer declarações e aparições públicas ao lado do mandatário durante a campanha presidencial deste ano.

Após a derrota de Jair nas urnas, chegou a circular um rumor de que o artista deixaria a mansão dele, em Goiânia, e iria embora do país, o que foi logo desmentido por Gusttavo.

Antes disso, o artista teve pagamentos feitos com recursos públicos questionados em movimento que ficou conhecido como “CPI do Sertanejo”. O músico recebeu cachês com valores exorbitantes para shows em prefeituras de pequenos municípios.