Bolsonaro inaugura obra hídrica que ainda não pode funcionar em Pernambuco

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General Augusto Heleno, presidente Jair Bolsonaro e ministro Rogério Marinho durante evento no Ceará da Jornada das Águas. Foto: Alan Santos/ Presidência da República
General Augusto Heleno, presidente Jair Bolsonaro e ministro Rogério Marinho durante evento no Ceará da Jornada das Águas. Foto: Alan Santos/ Presidência da República
  • Estado afirma que falta repasse federal para concluir obra

  • Evento de lançamento acontece nesta quinta-feira, em Sertânia

  • Ministério do Desenvolvimento Regional acusa PE de má administração de recursos

Nesta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participa da cerimônia de inauguração do Ramal do Agreste na cidade de Sertânia, em Pernambuco. No entanto, o empreendimento ainda não tem capacidade de funcionar.

Para o Ramal do Agreste conseguir abastecer com água mais de 2 milhões de pessoas em 68 cidades é preciso que, antes, sejam concluídas as obras da Adutora do Agreste. Estas, segundo a gestão Paulo Câmara (PSB-PE), só não foram finalizadas ainda porque o próprio presidente vetou, em abril, o repasse de R$ 161 milhões previstos para este fim.

As obras hídricas buscam levar água para a região com mais escassez no estado. O evento desta quinta-feira, marcado para às 13h40, integra o que o governo federal chama de Jornada das Águas, uma série de viagens de Bolsonaro e ministros para anunciar ou inaugurar obras hídricas em dez estados.

Segundo a administração estadual, o governo federal não contribuiu para a conclusão das obras. “Em todo o ano de 2021, nenhum único centavo foi repassado ao Governo de Pernambuco para o andamento das adutoras", diz nota.

"Deixando bem claro: em 2021, a União não realizou nenhuma transferência de recursos", o que, de acordo com a nota do governo pernambucano, fez com que o ritmo das obras fosse reduzido, "por conta da incerteza na disponibilidade financeira por parte do Governo Federal e não por conta da ordem de execução dos trabalhos."

O Ministério do Desenvolvimento Regional, encabeçado pelo ministro Rogério Marinho, criticou a sequência de execução dos trechos da Adutora do Agreste organizado pelo governo pernambucano. Marinho participará do evento em Sertânia.

Em nota, o Ministério acusou o estado pernambucano de fazer a obra “do fim para o início”.

"Caso o governo do estado tivesse executado prioritariamente este trecho, com a conclusão do Ramal do Agreste, a água do Projeto São Francisco chegaria aos municípios contemplados nesta etapa da Adutora", afirma a pasta.

O ministério declarou que a Adutora do Agreste recebeu R$ 248,2 milhões do ministério em 2019 e 2020.

"Em verificação realizada em agosto de 2021, a pasta apurou a existência de R$ 47 milhões repassados pela União, mas não executados no caixa do Governo Estadual. Apesar disso, o MDR e o Ministério da Economia estão em tratativas para tentar viabilizar novos repasses."

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