Bolsonaro incomoda PL ao pedir auditoria nas urnas eletrônicas

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Na live, o presidente afirmou que o PL contrataria uma empresa privada para fazer o serviço de auditoria junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Na live, o presidente afirmou que o PL contrataria uma empresa privada para fazer o serviço de auditoria junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem causado desconforto no próprio partido, depois de anunciar que o PL contrataria uma auditoria privada para acompanhar o processo eleitoral neste ano.

O comunicado da auditoria nas eleições foi feito por Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo na última quinta-feira (5).

Na live, o presidente afirmou que o PL contrataria uma empresa privada para fazer o serviço junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

“A empresa vai pedir ao TSE uma quantidade grande de informações. O que pode acontecer? Essa empresa que faz auditoria no mundo todo, empresa de ponta, pode chegar à conclusão que, dada a documentação que se tem na mão, dado ao que já foi feito, ela pode falar que não foi auditável. Olha a que ponto vamos chegar”, disse Bolsonaro na transmissão.

O presidente teria discutido com a cúpula do PL a ideia da auditoria logo após o início da crise com o Supremo. No entanto, lideranças do partido e mesmo alguns membros da campanha a consideram inoportuna.

"Se Bolsonaro fizer questão, vamos contratar. Mas o PL é um partido da política. Não queremos de jeito nenhum essa briga com o TSE", afirmou um integrante da direção, segundo coluna do jornal O Globo.

O anúncio de Bolsonaro foi recebido com surpresa e curiosidade, nas equipes de campanha

Por mais que a possibilidade de os partidos acompanharem a apuração esteja prevista na lei eleitoral, nem mesmo pessoas que estão na linha de frente sabem como o trabalho se dará na prática.

Outro ponto é o grau de exigência de Bolsonaro, que pode tornar a tarefa impraticável, uma vez que a Justiça Eleitoral conta, atualmente, com um depósito de cerca de 500 mil urnas.

Segundo a coluna, um interlocutor do presidente admitiu que a ofensiva deve servir de “justificativa para depois não cumprir o resultado”, caso Bolsonaro seja derrotado nas eleições de outubro.

O PSDB em 2014 contratou uma auditoria no sistema eleitoral, mas somente após a derrota apertada de Aécio Neves para Dilma Rousseff, por uma margem de apenas 3,5 milhões de votos. A auditoria contou com a participação de especialistas do Instituto Brasileiro de Peritos (IBP), da USP, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e do Comitê Multidisciplinar Independente, grupo de especialistas em questões referentes ao voto eletrônico.

“Não foram encontrados indícios de fraudes ou de erros sistemáticos que pudessem alterar os resultados depois que estes saem das urnas eletrônicas”, escreveram os especialistas contratados pelo PSDB.

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