Bolsonaro indica novo líder do governo no Senado após 6 meses de impasse

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 24.05.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante cerimônia de sanção do projeto de lei Henry Borel, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu indicar o senador Carlos Portinho (PL-RJ) para a liderança do governo no Senado, cargo vago desde dezembro do ano passado.

A informação foi divulgada nas redes sociais pelo ministro da Secretaria de Governo, Célio Faria Júnior.

"É com satisfação que recebemos a indicação assinada pelo presidente Jair Bolsonaro do senador Carlos Portinho para líder do governo no Senado Federal", escreveu o ministro.

A decisão encerra uma novela que se arrasta há seis meses e que envolveu uma tentativa frustrada de indicar um aliado do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); a auto-proclamação de um líder, que nunca foi oficializado; e uma série de derrotas do governo nesse tempo de ausência de comando.

Portinho é o atual líder do PL no Senado, o partido do presidente da República. Ele assumiu o cargo em outubro de 2020, como suplente do senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ), que morreu vítima da Covid-19.

O parlamentar já ocupou cargos nos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro. Advogado de profissão, é especialista em direito desportivo. Em menos de dois anos no Senado, ganhou destaque na articulação de algumas das principais propostas em tramitação na Casa. Por isso foi alçado a líder do PL.

Portinho tem bom trânsito com diferentes bancadas e deve facilitar a articulação do governo, que vinha enfrentando dificuldades e sofrendo derrotas. A indicação acontece em meio às discussões no Senado sobre a proposta que limita tributos estaduais sobre combustíveis, energia e telecomunicações.

O cargo de líder do governo no Senado estava vago desde dezembro do ano passado, quando Fernando Bezerra (MDB-PE) renunciou.

Bezerra disputava uma vaga no Tribunal de Contas da União, em eleição contra Kátia Abreu (PP-TO) e Antonio Anastasia (PSD-MG). O senador mineiro acabou eleito. No entanto, pesou na decisão do senador de abandonar o cargo o fato de ter sido traído pelo Palácio do Planalto, que migrou o apoio para Kátia Abreu.

Apesar de contar com a influência de ser líder do governo e o apoio de alguns ministros, Bezerra obteve apenas 7 votos, de um total de 78 senadores que participaram da sessão e votaram. O próprio filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atuou contra Bezerra.

Nos meses seguintes, o governo Bolsonaro buscou indicar para a liderança do governo o senador recém-empossado Alexandre Silveira (PSD-MG), próximo a Rodrigo Pacheco e que foi diretor jurídico do Senado. O presidente do Senado, no entanto, resistia.

Uma nova ofensiva para que Silveira aceitasse acabou sepultada em abril, quando o PSD em Minas Gerais fechou uma aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) --em troca do apoio a Alexandre Kalil (PSD) para o governo estadual.

Nos últimos meses, o senador Carlos Viana (PL-MG) chegou a atuar como líder do governo no Senado. No entanto, como nunca foi oficializado, acabou desistindo do cargo.

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