Bolsonaro ironiza veto à distribuição de absorventes: "No governo do PT e do PSDB não menstruavam"

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Brazil's President Jair Bolsonaro reacts as his ear is pulled by first lady Michelle Bolsonaro during a ceremony by the National Program of Civic-Military Schools, at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil November 24, 2021. REUTERS/Ueslei Marcelino     TPX IMAGES OF THE DAY
Jair Bolsonaro ironizou veto à distribuição de absorventes e disse que, caso aprovasse a medida, poderia cometer crime de responsabilidade (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
  • Presidente Jair Bolsonaro ironizou o veto feito à distribuição gratuita de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade

  • Segundo Bolsonaro, críticas são vazias e ele teve de vetar medida por falta de informações sobre financiamento

  • Marília Arraes, autora do projeto, alega que texto previa financiamento pelo SUS

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ironizou o veto à proposta que previa a distribuição de absorventes para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Ao falar com apoiadores, Bolsonaro sugeriu que a crítica da população feita a ele após a decisão teria cunho pessoal.

Antes, Bolsonaro falava de forma genérica sobre aprovação de projetos que chegam ao Executivo. O primeiro exemplo foi sobre a permissão de venda de imóveis sem o intermédio de um corretor. “Tem que ver a questão de qualquer projeto que chegar lá, se vai ajudar uma parte e prejudicar outra, só isso”, declarou.

“Quantas vezes eu veto, o pessoal desce a lenha”, reclamou. Em seguida, o presidente relembrou a questão dos absorventes menstruais. “É igual ao modes. Lembra do modes? Bacana, né, não sabia a mulher começou a menstruar no meu governo, no governo do PT não menstruava, no PSDB não menstruava também”, ironizou, enquanto apoiadores riam. A gravação foi registrada por um canal bolsonarista nas redes sociais.

Bolsonaro questionou projetos apresentados sem esclarecer qual seria a fonte dos recursos – justificativa utilizada por ele para vetar a distribuição de absorventes menstruais para pessoas em situação de vulnerabilidade. Ao mesmo tempo, o presidente não citou o Auxílio Brasil, que não prevê de onde sairiam os recursos para o novo benefício social.

“Se não tiver de onde vem o recurso, é crime de responsabilidade. ‘Ele é contra a mulher que menstrua’, e o pessoal desce o cace...”, disse. “Se o PT voltar a governar, as mulheres vão deixar de menstruar e tá tudo resolvido”, ironizou novamente.

“Eu sei que é uma coisa séria, a dificuldade da mulher que não tem recurso, sabe disso, agora, tudo joga na conta do estado, sem responsabilidade. Qualquer coisa que eu faça pra ajudar alguém, alguém vai ter que pagar, ou dinheiro cai do céu?”, questionou.

Contraponto sobre financiamento

A autora do projeto que propõe a distribuição de absorventes é a deputada federal Marília Arraes (PT-PE). Ela alega que o presidente Jair Bolsonaro mentiu na justificativa, pois o projeto esclarecia como o programa seria financiado.

“A justificativa de Bolsonaro não tem nenhuma razão, é mais uma fake news quando ele diz que a gente não destinou de onde viriam os recursos e foi dito sim, foi acordado, inclusive com a própria liderança de governo de onde viriam os recursos, que seria o SUS, o impacto orçamentário financeiro foi todo calculado em conjunto com a assessoria de técnica da Câmara, com representantes do governo. Mas acredito que o Congresso vai derrubar o veto para a gente conseguir ter esse programa de espaço de uma política de dignidade menstrual. É importante dizer que é o primeiro passo, o que a gente quer é que logo, absorventes sejam distribuídos nos postos de saúde, assim como fazem com os preservativos”, disse em entrevista à rádio CBN Caruaru, em outubro.

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