Bolsonaro lamenta 200 mil mortes por Covid, mas volta a criticar isolamento social

Ricardo Brito
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Presidente Jair Bolsonaro posa para fotos com apoiadores no Rio de Janeiro

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira lamentar o fato de o Brasil ter atingido 200 mil mortes por Covid-19, mas ressalvou que a vida precisa continuar e voltou a criticar as medidas de isolamento social para conter o vírus, em declarações em sua transmissão semanal pelas redes sociais ao lado do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

"A gente lamenta hoje estamos batendo aí 200 mil mortes -- muitas dessas mortes por Covid e outras de Covid --, não temos uma linha de corte no tocante a isso aí, mas a vida continua, a gente lamenta profundamente", disse ele, citando a preocupação com a mãe dele, que tem 92 anos.

Dados do Ministério da Saúde apontaram que nesta quinta o país chegou a 200.498 mortes por Covid-19, após mais 1.524 vítimas fatais pela doença registradas nas últimas 24 horas. O Brasil também bateu recorde nesta quinta com quase 88 mil novos casos em um único dia.

Novamente, Bolsonaro disse que é preciso "enfrentar isso aí" e avaliou que não dá para continuar com a "velha história" de se ficar em casa e a economia do país "a gente vê depois".

"Não podemos nos transformar em um país de pobres", afirmou.