Bolsonaro, mais popular que nunca apesar da pandemia, segundo pesquisa

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O presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, em 12 de agosto de 2020

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro registra seus melhores índices desde que chegou ao poder, com ampla aprovação entre os beneficiários do auxílio emergencial para enfrentar a pandemia, que no país já deixou 105 mil mortos e milhões de desempregados, segundo uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.

O índice de aprovação do presidente subiu cinco pontos percentuais desde junho, de 32% para 37%, e o índice de rejeição caiu dez, de 44% para 34%, segundo levantamento do instituto Datafolha feito nos dias 11 e 12 de agosto, com 2.065 entrevistas telefônicas.

Cerca de 27% dos entrevistados consideram seu governo como "regular", frente a 23% em junho. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais. 

Até agora, a aprovação de Bolsonaro permanecia estável desde o início de seu mandato (janeiro de 2019), entre 32% e 33%. 

A pesquisa mais recente segue a tendência de outras realizadas nas últimas semanas, algumas das quais mostram Bolsonaro, de 65 anos, com grandes chances de reeleição em 2022. 

O Datafolha destaca sua influência entre os milhões de brasileiros que receberam ajuda emergencial de ao menos 600 reais por mês para auxiliar nos impactos da pandemia. 

Dos beneficiários, 42% aprovam sua gestão, frente aos 36% que o apoiam não tendo solicitado o auxílio. 

Na Região Nordeste, o índice de rejeição caiu de 52% para 35% desde junho e o índice de aprovação subiu seis pontos, para 33%. 

Bolsonaro mantém um forte embate com os governadores que são a favor das medidas de isolamento social, acusando-os de colocar o país em uma crise econômica por causar um impacto que considera pior que a doença. 

Segundo dados oficiais, foram perdidos 8,9 milhões empregos no segundo trimestre, e a taxa de desemprego subiu para 13,3%, a maior dos últimos três anos.

Bolsonaro, que em julho foi diagnosticado com a COVID-19, garante que foi curado da doença com o uso da cloroquina, e repreende os governadores que resistem a promover o medicamento, que tem eficácia não comprovada cientificamente. 

"Eu sou a prova viva de que [a cloroquina] deu certo", declarou na quinta-feira em Belém. 

O analista político André César, da consultoria Hold, afirmou que "a administração Bolsonaro é errática e tem muitos problemas sérios no seu dia a dia. O presidente beira a irresponsabilidade ao defender medicamentos não recomendados (...) diz inverdades à respeito da crise ambiental, e é duramente questionado mundo afora". 

No entanto, o analista observa: "Para seu eleitor, pouco importa. O bolsonarismo é resiliente por natureza."

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