Bolsonaro mantém posse de ministros de Justiça e AGU e discute o que fazer sobre revés na PF

DANIEL CARVALHO, GUSTAVO URIBE E TALITA FERNANDES
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 29.08.2019 - Jair Bolsonaro no lançamento do projeto Em Frente, Brasil, no Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Palácio do Planalto pretende manter para a tarde desta quarta-feira (29) a posse de André Luiz Mendonça como ministro da Justiça e de José Levi como novo Advogado-Geral da União (AGU).

A solenidade já estava prevista na agenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para as 15h e incluiria também a posse de Alexandre Ramagem como diretor-geral da Polícia Federal.

Pela manhã, porém, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a nomeação de Ramagem.

Moraes atendeu a um pedido do PDT, que entrou com um mandado de segurança no STF alegando "abuso de poder por desvio de finalidade" com a nomeação do delegado para a PF.

A nomeação de Ramagem, amigo do clã Bolsonaro que era diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), motivou uma ofensiva judicial para barrá-la, tendo em vista os interesses da família e de aliados do presidente em investigações da Polícia Federal.

No sábado (25), a Folha de S.Paulo mostrou que uma apuração comandada pelo STF, com participação de equipes da PF, tem indícios de envolvimento de Carlos em um esquema de disseminação de fake news.

A AGU informou que já foi notificada da decisão de Moraes, mas, até o início da tarde, ainda estudava como iria reagir.

No Palácio do Planalto, voltou a circular o nome de Anderson Torres, secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, que já vinha sendo cotado para o cargo, mas acabou preterido.

Bolsonaro, porém, ainda insiste em na ideia de nomear Ramagem para o cargo.