Bolsonaro mente ao negar problemas sociais da pandemia de Covid-19 no Brasil

Moradora da Cidade de Deus, comunidade carente no Rio de Janeiro, recebe doações de alimentos durante o início da disseminação da Covid-19, em 2020. Nesta quinta (19), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil não atravessou problemas sociais durante a pandemia. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)
Moradora da Cidade de Deus, comunidade carente no Rio de Janeiro, recebe doações de alimentos durante o início da disseminação da Covid-19, em 2020. Nesta quinta (19), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil não atravessou problemas sociais durante a pandemia. (Foto: Buda Mendes/Getty Images)

 

  • Vídeo foi divulgado hoje (19) em perfil oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL)

  • Em discurso, ele afirma não ter notícias de problemas sociais no país devido à pandemia

  • Diferentes estudos e levantamentos demonstram o contrário

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirma em vídeo com mais de 121 mil visualizações que "não tivemos nenhum problema social no Brasil" em referência aos impactos da pandemia de Covid-19. Mas os problemas, como fome e desigualdade social, cresceram nesse período, como demonstram estudos de instituições brasileiras e internacionais.

Confira os impactos sociais da pandemia, elencados pela reportagem do Yahoo! Notícias:

Aumento da fome

Em, ao menos, 55,2% dos lares no Brasil os cidadãos enfrentam algum problema relativo ao acesso aos alimentos no final de 2020. Os dados são do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar em Contexto de Covid.

Um total de 19 milhões de brasileiros passaram fome e 116,8 milhões estiveram em situação de insegurança alimentar.

Mais desigualdade

Outro problema social acentuado foi a queda no salário dos brasileiros. Houve uma diminuição de 11,3% na renda média entre 2020 e 2021, chegando ao número mais baixo da série histórica: R$ 995,00. Pela primeira vez o resultado ficou abaixo de mil reais mensais.

Os dados foram divulgados na pesquisa "Bem-Estar Trabalhista, Felicidade e Pandemia" do Centro de Políticas Sociais, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Além disso, em 2021, o índice de bem-estar social medido pelo levantamento indicou uma queda de 19,4% em relação ao início da pandemia.

Grupos mais vulneráveis afetados

Em meio a isso, parcelas mais vulneráveis da população foram as mais atingidas, como revelou o levantamento do Banco Mundial, feito na América Latina em lares com pessoas com deficiência em 2021.

No Brasil, aproximadamente 50% das famílias com, pelo menos, uma pessoa com deficiência não eram capazes de cobrir suas necessidades básicas. Em comparação, com os 40% levantados em relação a famílias sem membros com deficiência.

Em todos os pontos abordados pela pesquisa quanto à insegurança alimentar, famílias com pessoas com deficiência apresentaram números mais baixos do que outras. Em 26,4% desses lares, as pessoas sofreram com a falta de alimentos, enquanto em outros lares a taxa foi de 17,5%.

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