Bolsonaro minimiza morte de petista: 'Chutaram o atirador'

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Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Jair Bolsonaro (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) falou novamente nesta terça-feira (12) sobre o assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu, no Paraná. O agente penitenciário bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa de aniversário de 50 anos de Marcelo Arruda, que tinha o PT (Partido dos Trabalhadores) como temática, e disparou contra o guarda municipal.

"O pessoal da festa, todos petistas, encheram a cara dele [Guaranho] de chute. Se esse cara morre de traumatismo craniano, esses petistas vão responder por homicídio", afirmou Bolsonaro em conversa com apoiadores no Palácio do Alvorada, em Brasília. O registro foi feito pelo portal UOL.

“Para os petistas, chute na cara de quem tá caído no chão é violência do bem”, acrescentou.

Ao portal UOL, entre os convidados da festa do petista Marcelo Arruda também tinham bolsonaristas, afirmou um amigo da vítima.

Na segunda (11), Guaranho teve a prisão preventiva decretada. Tiago Lisboa Mendonça, promotor de Justiça, informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a partir de agora fará parte da equipe de investigações e destacou que alguns pontos precisam ser apurados.

"Vários pontos precisam ser esclarecidos. Qual razão ele esteve no local? Foi apurado de que ele era membro de uma associação da região. Em razão de que ele poderia estar ai fazendo rondas externas que eram feitas, mas é necessário apurar se dentro dessa ronda, ia até aquele ponto específico. [...] Outro motivo é se havia alguma indicação de que ali ocorria festa temática, música e afins. [...] Para a apuração talvez façamos a reprodução simulada dos fatos. [...] Quanto antes esclarecer os fatos, por qual razão esse crime bárbaro foi cometido e punir o responsável ou responsáveis", disse o promotor durante a coletiva.

Desabafo

Pamela Silva, esposa de Marcelo Arruda, militante do PT assassinado por um apoiador de Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para desabafar sobre a perda do marido. Ela desejou que a “energia do ódio” não tivesse atingido a família.

O casal se conhecia há dez anos e tinha dois filhos, um deles, um bebê.

Pamela relatou que o casal planejou a festa durante dias e lembrou da alegria de estar perto do marido.

“Você me deu razão para viver… Primeiro nossa filha linda e inteligente a Helena, e agora nosso bebê Pedro. Eu sinto tanto … Você tinha tantos planos, tantos projetos… Nós tínhamos tantos planos juntos”, escreveu, ao publicar uma foto dos dois com os filhos.

O filho mais novo de Pamela e Marcelo tinha 40 dias. O militante petista tinha ainda outros dois filhos.

A viúva de Marcelo Arruda afirmou estar com dificuldades de seguir sem o marido.

“Queria tanto que tempo voltasse pra mudar o resultado dessa dor… Teríamos permanecidos em casa bem quietinhos para que nada pudesse acontecer. Que essa energia do ódio não tivesse nos atingido. Te amo, te amo e te amarei para sempre!”

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