Bolsonaro nega ofensa após ter ofendido jornalista Vera Magalhães

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (30) que não ofendeu a jornalista Vera Magalhães no debate da Band no último domingo.

"Eu não ofendi a Vera Magalhães, só que ela bate em mim o tempo inteiro. Eu falei que ela sonha comigo, nada mais além disso", disse o mandatário em entrevista à imprensa após participar de evento com presidenciáveis da União de Entidades do Comércio e Serviços.

O ataque do presidente ocorreu após a jornalista fazer uma pergunta sobre vacinação.

"Vera, não podia esperar outra coisa de você. Acho que você dorme pensando em mim. Você tem alguma paixão por mim. Você não pode tomar partido num debate como esse, fazer acusações mentirosas ao meu respeito. Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro", disse Bolsonaro, exaltado.

O evento foi organizado em pool por Folha de S.Paulo, UOL e TVs Bandeirantes e Cultura.

Nesta terça, o mandatário criticou o questionamento feito pela jornalista. "Ela não fez uma pergunta, ela fez uma afirmação contra mim."

Em seguida, o presidente afirmou que as pessoas têm que "parar de se vitimizar" e negou que tenha uma linha de atuação à frente do governo que não prejudique o público feminino.

O debate de domingo foi marcado pelo ataque do presidente à jornalista e pela reação, principalmente, da senadora Simone Tebet (MDB), que também disputa o Palácio do Planalto.

A emedebista também foi alvo do presidente no encontro. "A senhora é uma vergonha para o Senado, não vem com essa historinha de que eu ataco mulheres, de se vitimizar", afirmou.

Na saída do debate, Bolsonaro negou que tenha sido misógino em seu ataque à jornalista.

"Ela [Vera] mentiu ao meu respeito. Fez uma acusação mentirosa. Só porque é mulher eu não posso falar que ela está mentindo? Eu tô agredindo as mulheres? Não tem cabimento isso", afirmou.

O presidente acumula frases preconceituosas contra diferentes alvos. Em junho, A 8ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) decidiu manter a condenação de Bolsonaro e elevar a indenização a ser paga por ele por ofender a honra da jornalista Patrícia Campos Mello, repórter da Folha DE s.pAULO.