Bolsonaro nega ter visto questões, após afirmar que Enem está com 'a cara do governo'

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Brazil's President Jair Bolsonaro arrives at Doha International Airport, in Doha, Qatar November 17, 2021. Qatar News Agency/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY.
Presidente Jair Bolsonaro ao chegar ao aeroporto de Doha, no Catar, nesta quarta-feira (17). Foto: Qatar News Agency/Handout via REUTERS
  • Presidente fez declarações durante sua visita ao Catar

  • Comentários vêm depois de demissões em massa no Inep

  • Bolsonaro voltou a criticar 'questões comportamentais' da prova

Em meio à polêmica sobre o Enem 2021 (Exame Nacional do Ensino Médio), o presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (17), em meio a sua viagem ao Catar, que não viu as questões da prova. No entanto, na última segunda-feira (15), ele declarou que as perguntas do exame começavam a ter a "cara do governo".

Os comentários ocorrem na semana seguinte a pedidos de demissão em massa de servidores do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo Enem. Os profissionais afirmam que sofreram pressões psicológicas e vigilância velada durante a formulação da prova deste ano. O objetivo, segundo eles, seria que questões com temas que incomodam o governo Bolsonaro não fossem abordadas no exame. No total, 37 servidores entregaram seus cargos.

Dorinha Rezende (DEM-TO), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, disse que o colegiado vai convocar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para prestar esclarecimentos.

O presidente falou sobre o assunto com jornalistas após um passeio de moto em Doha, capital do Catar. Bolsonaro visitou o estádio de futebol Lusail. O Catar vai sediar a Copa do Mundo de 2022.

O presidente aproveitou para voltar a atacar o Enem, da mesma forma que fazia durante sua campanha eleitoral. Para ele, a prova tinha "questões esquisitas" e de "ativismo comportamental".

"Olha o padrão do Enem do Brasil. Pelo amor de Deus! Aquilo mede algum conhecimento, ou é ativismo político? Ou é ativismo também na questão comportamental. Não precisa disso", opinou Bolsonaro, sem explicar o que queria dizer com “questão comportamental” ou quais questões estariam em desacordo com suas opiniões pessoais.

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