Bolsonaro diz que novo auxílio emergencial deve ser de R$ 250 por 4 meses

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Jair Bolsonaro durante live nesta quinta, 25 de fevereiro de 2021 (Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou durante sua transmissão semanal nas redes sociais nesta quinta-feira (25) que o novo auxílio emergencial deverá ter o valor de R$ 250 e durar quatro meses, entre março e julho de 2021.

Será a terceira extensão do auxílio estabelecido no início da pandemia. As primeiras cinco parcelas mensais, entre abril e agosto do ano passado, tinham o valor de R$ 600; em setembro, ele recebeu uma extensão de mais três parcelas, mas de R$ 300.

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"Estive hoje com Paulo Guedes [ministro da Economia]. O que deverá ser feito, a princípio, é que, a partir de marco, serão R$ 250 reais de auxílio emergencial por quatro meses. É o que está sendo disponibilizado", disse Bolsonaro, acrescentando que o governo ainda acertará os detalhes da proposta com os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Na sequência, ele afirmou que, quando o auxílio acabar, em julho, o governo deverá anunciar uma "nova proposta" para o Bolsa Família.

Presente na live de Bolsonaro, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, declarou que a instituição está pronta para realizar a operação de pagamentos do novo auxílio emergencial assim que ele for aprovado.

Críticas às políticas de isolamento e máscaras

Apesar de anunciar a extensão do benefício, Bolsonaro reclamou que "tem gente que quer que o auxílio continue eternamente" e fez as críticas habituais às políticas de isolamento social que estados e prefeituras utilizam no combate à pandemia.

"[O auxílio] Não é dinheiro que está no cofre. É endividamento, uma dívida enorme que já temos, de R$ 5 trilhões", declarou.

" A população quer voltar ao trabalho. Infelizmente, um ou outro governador ou prefeito teima em baixar decretos falando para a população ficar em casa. Quem quiser auxílio emergencial e está com a cidade fechada, vão cobrar do prefeito, do governador, já que ele quer que você fique em casa eternamente."

Na sequência, ele afirmou que a economia terá "consequências danosas se essa política demorar muito". "Nós queremos a volta da normalidade", disse.

As declarações de Bolsonaro aconteceram pouco depois de o Brasil registrar seu dia mais letal desde o início da pandemia, segundo o consórcio de veículos de imprensa que contabiliza o número de mortes com base nos dados das secretarias estaduais de saúde. Foram 1.582 mortes decorrentes da covid-19 nas últimas 24 horas, ultrapassando a marca de 1.554, registrada em julho do ano passado, a mais alta até então.

Também nesta quinta-feira, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, afirmou que o país enfrenta uma "nova etapa da pandemia" e que a contaminação está sendo três vezes maior no Brasil por causa das novas cepas do coronavírus.

Apesar do agravamento da pandemia, Bolsonaro fez críticas a outro elemento que, junto com as políticas de isolamento social, é recomendado pelos cientistas para conter a pandemia: as máscaras.

Sem citar detalhes ou evidências científicas, ele disse que um "estudo de uma universidade alemã" afirma que o item é "prejudicial às crianças", causando "irritabilidade, dor de cabeça, dificuldade de concentração, recusa a ir à escola ou creche", entre outros itens.

"São os efeitos colaterais da máscara. Não vou entrar em detalhes porque tudo deságua em mim, de críticas. Eu tenho minha opinião, cada um tem a sua, mas a gente aguarda um estudo mais aprofundado por parte de pessoas competentes", afirmou o presidente, que não citou qualquer estudo ou recomendação de entidades de saúde que explica quais são os benefícios da máscara na contenção do vírus.

"Espertalhões" ganharam dinheiro com queda de ações da Petrobras, diz Bolsonaro

O presidente fez críticas ao que ele chamou de "rebuliço" no mercado no início desta semana, após ele confirmar que substituirá o atual presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna, atual presidente da Itaipu Binacional.

"Houve um exagero. Anunciamos, na sexta-feira, depois de o mercado fechar, que não será renovado o contrato do Sr. Castello Branco em 20 de março [quando encerra o atual mandato do presidente]. Houve rebuliço, muitos espertalhões ganharam dinheiro e muita gente mais inocente perdeu dinheiro", disse Bolsonaro.

Segundo ele, após a queda brusca de 20% na última segunda (22), com a reabertura do mercado, as ações da Petrobras "estão quase chegando na normalidade". "Até porque o pessoal começou a conhecer o general Luna", acrescentou, dizendo que o militar comandou "uma verdadeira renovação" em Itaipu.

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