Bolsonaro ouve pedidos de evangélicos por Mendonça no STF, mas joga responsabilidade para Senado

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BRASÍLIA — Em um evento evangélico realizado em Brasília na tarde desta terça-feira, o presidente Jair Bolsonaro ouviu apelos de pastores em defesa da aprovação da indicação de André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal (STF). Bolsonaro, no entanto, afirmou que seu papel foi apenas enviar o nome ao Senado, a quem cabe aprovar o nome.

Bolsonaro acompanhou, ao lado de nove ministros do governo federal, o Simpósio Cidadania Cristã, realizado na Igreja Batista Central de Brasília. O próprio Mendonça também participou do evento.

O ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) foi indicado em julho por Bolsonaro para o STF. Entretanto, sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a primeira etapa da tramitação da indicação, ainda não foi marcada. O presidente da CCJ, senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), resiste a marcar a sabatina.

Apesar na demora da tramitação, o presidente do Fórum Evangélico Nacional de Ação Social e Política (Fenasp), bispo Alves Ribeiro, afirmou durante o simpósio que não existe "plano B" e que o apoio a Mendonça se mantém:

— No últimos mês tive o privilégio de estar com o nosso presidente. E naquele momento estávamos falando sobre o nosso ministro do Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça. Eu falei para o presidente e os demais que estavam ali: presidente, a Fenasp, os conselhos de pastores de Brasil, não têm plano B. O nosso plano é o plano A, de André Mendonça

Em outro momento, Mendonça foi apresentado pelo pastor Romerito Oliveira, da Assembleia de Deus, como "futuro ministro do Supremo Tribunal Federal". A ministra Damares Alves (Mulher, Família e Direitos Humanos), que também discursou no evento, foi outra a defender o nome do seu ex-colega para o Supremo.

Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a "bagagem jurídica" de Mendonça, mas limitou-se a dizer que sua indicação não é direta para o STF.

— A gente espera, senador Carlos Viana, que ele seja aprovado. Eu não indico para o Supremo, indico para o Senado. Tem uma sabatina. Creio que ele não terá dificuldades em ser questionado sobre questões jurídicas. E depois tem uma votação, que é secreta.

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