Bolsonaro passa a defender vacina e compra por empresa

Daniel Gullino
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Foto: Marcos Corrêa/Presidência

Após passar meses colocando em dúvida a eficácia de vacinas contra a Covid-19, o presidente Jair Bolsonaro mudou seu discurso e afirmou, nesta terça-feira, que os imunizantes são importantes para que a "economia não deixe de funcionar". Bolsonaro também se disse favorável à compra de 33 milhões de doses de vacinas por empresas.

— Brevemente estaremos nos primeiros lugares (de vacinação no mundo). Para dar mais conforto à população, segurança a todos e de modo que a nossa economia não deixe de funcionar — disse Bolsonaro durante um evento promovido por um banco.

No mesmo discurso, Bolsonaro confirmou ter dado aval à uma compra, por um grupo de empresas, de 33 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca. A ideia é doar metade das doses para o governo federal.

— Semana passada, nós fomos procurados por um representante de empresários e nós assinamos uma carta de intenções favorável a isso, para que 33 milhões de doses da (vacina de) Oxford viesse do Reino Unido para o Brasil, a custo zero para o governo. E metade dessas doses, 16,5 milhões, entraria para o SUS e estaria no Programa Nacional de Imunizações, segundo aqueles critérios. E outros 16,5 milhões ficariam com esses empresários, para que fossem vacinados os seus empregados, para que a economia não parasse.

O presidente disse que estimula a ideia porque "ajudaria em muito a economia". A negociação, entretanto, dividiu grandes executivos.

— Eu quero deixar bem claro que o governo federal é favorável a esse grupo de empresários para levar adiante a sua proposta, trazer vacina para cá, a custo zero para o governo federal, para imunizar então 33 milhões de pessoas. O que puder essa proposta ir à frente, nós estaremos estimulando. Porque, com 33 milhões de doses de graça, ajudaria em muito a economia e aqueles também que por ventura queiram se vacinar.