Bolsonaro pede direito de resposta após Lula expor compra de imóveis, mas TSE nega

Presidente Jair Bolsonaro queria direito de resposta após propaganda de Lula (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro queria direito de resposta após propaganda de Lula (Foto: NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu direito de resposta por uma propaganda eleitoral veiculada na televisão pela campanha do ex-presidente Lula (PT). A peça mostra as reportagens sobre a compra de imóveis pela família Bolsonaro em dinheiro vivo. No entanto, o pedido de Bolsonaro foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Na decisão, divulgada pelo portal Metrópoles, a juíza Maria Cláudia Bucchianeri afirma que não há elementos que comprovem que houve afirmação caluniosa, difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica. Esses seriam os motivos que assegurariam o direito de resposta de Bolsonaro.

“Entendo inexistirem, no caso concreto, os pressupostos necessários à excepcionalíssima concessão do direito de resposta. Isso porque a referida inserção tem por base matérias jornalísticas de grande repercussão na mídia brasileira, que foram amplamente divulgadas por credenciados veículos de comunicação”, declarou a juíza.

Maria Cláudia Bucchianeri sustentou ainda que a propaganda de Lula “não transmite, como alegado, informação gravemente descontextualizada ou suportada por fatos sabidamente inverídicos”, já que se baseia em notícias da imprensa.

Patrimônio da família Bolsonaro

Quase metade do patrimônio em imóveis do presidente Jair Bolsonaro e de seus familiares mais próximos foi construída nos últimos 30 anos com uso de dinheiro em espécie.

Reportagem do portal UOL divulgada na semana passada revela que desde 1990, quando Bolsonaro entrou na política, até hoje, ele, irmãos e filhos negociaram 107 imóveis. Do total, pelo menos 51 foram adquiridos total ou parcialmente com uso de dinheiro vivo, segundo declaração dos próprios integrantes do clã.

As compras registradas nos cartórios com o modo de pagamento “em moeda corrente nacional”, que significa “repasses em espécie”, totalizaram R$ 13,5 milhões. Porém, atualmente esse dinheiro vale bem mais: Em valores corrigidos pelo IPCA, o volume equivale a R$ 25,6 milhões.

A compra de 30 imóveis foi feita com transações por meio de cheque ou transferência bancária, totalizando R$ 13,4 milhões, ou R$ 17,9 milhões corrigidos pelo IPCA.

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