Bolsonaro pede fim dos atos que bloqueiam rodovias: 'Não pensem mal de mim'

BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo nesta quarta-feira (dia 1º) solicitando que seus apoiadores liberem as rodovias federais que estão sendo ocupadas. Ao realizar o "apelo", Bolsonaro pediu que seus seguidores não "pensem mal" dele e afirmou que eles podem fazer outros tipos de manifestações.

Os bloqueios em rodovias têm sido feitos desde a noite de domingo, em protesto ao resultado da eleição presidencial, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou ter desfeito 688 interdições ou bloqueios.

— Quero fazer um apelo a você. Desobstrua as rodovias. Isso aí não faz parte, no meu entender, dessas manifestações legítimas. Não vamos perder nós, aqui, essa nossa legitimidade. Outras manifestações vocês estão fazendo pelo Brasil todo. Em praças. Faz parte, repito, do jogo democrático. Fiquem à vontade — diz Bolsonaro no vídeo, publicado em suas redes sociais.

Na gravação, o presidente afirma que quer o "bem" dos seus apoiadores.

— Por favor, não pensem mal de mim. Eu quero o bem de vocês. Ao longo desse tempo todo, à frente da Presidência, colaborei para ressurgir o sentimento patriótico, o amor à pátria, as nossas cores verde e amarelo, defesa da família, defesa da liberdade. Não vamos jogar isso fora. Vamos fazer o que tem que ser feito. Estou com vocês.

Bolsonaro ressaltou que a PRF tem atuado na desobstrução, mas afirmou que são "muitos pontos" a serem liberados e que isso causa "prejuízo" a todos.

— Colocamos a nossa Polícia Rodoviária Federal desde o primeiro momento para desobstruir rodovias pelo Brasil. E eles têm feito um trabalho de tentar desobstruir, mas são muitos pontos e as dificuldades são enormes. Prejuízo todo mundo está tendo com essas rodovias fechadas.

Nesta quarta-feira, foram apoiadores de Bolsonaro protestaram contra o resultado das eleilções em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, entre outras cidades. No Rio, os manifestantes entoaram gritos de “intervenção federal” e carregavam faixas com palavras de ordem contra o Supremo Tribunal Federal (STF), além de pedidos por uma ação das Forças Armadas sobre o resultado das urnas.