Combustíveis: Bolsonaro pede que a Petrobras não reajuste os preços: 'Só posso entender que seria um interesse político para atingir o governo'

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que verá como um ataque direto ao governo caso a Petrobras decida reajustar o preço dos combustíveis nos próximos dias. Em transmissão feita nas suas redes sociais nesta quinta-feira, Bolsonaro novamente gastou a maior parte do tempo para criticar a empresa e insinuou que enxergará "interesse político" na decisão da estatal.

Aviso: Em defesa de reajuste, Petrobras alerta governo sobre risco de desabastecimento de diesel

Presidente sanciona MP: Policiais federais poderão receber até R$ 2 mil por mês extra sem precisar trabalhar

Ministro decidirá: AGU informa ao STF que não haverá acordo sobre ICMS com os estados

O presidente comemorou a aprovação do projeto que limita a 17% a cobrança do ICMS pelos estados para combustíveis. Bolsonaro afirmou ainda que espera para a próxima semana um avanço no projeto que prevê que a União compense os estados por mais renúncias fiscais.

— Eu espero que a Petrobras não queira aumentar a gasolina e o diesel nesses dias em que estamos negociando, acertando com o Parlamento, nessas negociações. Eu só posso entender que seria um interesse político para atingir o governo federal — afirmou.

Nesta quinta-feira, a Petrobras alertou o governo sobre a possibilidade de desabastecimento de diesel caso o preço não seja reajustado. Integrantes do governo, porém, não acreditam nessa hipótese e criticam internamente a Petrobras por usar esse argumento para aumentar os valores.

Bolsonaro voltou a colocar na empresa a culpa pelo preço elevado dos combustíveis. Segundo ele, "quanto mais o povo está sofrendo aqui, mais felizes estão os diretores e o atual presidente da Petrobras", em referência a José Mauro Ferreira Coelho.

Games sem imposto: Bolsonaro anuncia nova desoneração tributária para videogames, desta vez com o Imposto de Importação

— A Petrobras, na minha concepção, ela foi do Brasil. Atualmente é dos seus funcionários e dos minoritários, em especial os fundos de pensão de fora do Brasil — afirmou.

O governo já decidiu trocar a presidência da empresa e o seu Conselho na tentativa de mudar a regra de preços da estatal, mas o Conselho vem adiando uma reunião para confirmar a mudança. Segundo Bolsonaro, caso os projetos do governo entrem em vigor, deverá ocorrer uma redução de R$ 2 no preço da gasolina e de R$ 1 na cobrança pelo litro do diesel.

Ironizou Bored Apes: 'É uma teoria idiota', diz Bill Gates, criador da Microsoft, sobre criptomoedas e NFT

A mudança na presidência, de acordo com Bolsonaro, permitirá que a nova diretoria adote uma nova política de preços. O presidente afirmou que não existe o pareamento de preços com o mercado internacional e que não exige reajustes imediatos.

— A gente espera que o Conselho se reúna, porque o Conselho não quer se reunir, para decidir a troca do presidente — afirmou Bolsonaro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos