Bolsonaro pede que filha seja matriculada em colégio militar sem passar por processo seletivo

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BRASÍLIA – O presidente Jair Bolsonaro solicitou ao Exército para que sua filha, Laura, seja matriculada no Colégio Militar de Brasília sem necessidade de passar pelo processo seletivo. A informação foi revelada pelo jornal "Folha de S. Paulo" e confirmada pelo GLOBO.

Nesta terça-feira, em conversa com apoiadores, o presidente já tinha afirmado que sua filha estuadira no Colégio Militar. Os colégios militares são reservados para estudantes que passam por um processo seletivo ou para filhos de militares. O presidente Bolsonaro foi capitão do Exército, mas foi expulso da corporação na década de 1980.

— A minha (filha) deve ir ano que vem pra lá (Colégio Militar). A imprensa já está batendo. Ela tem direito por lei, até por questão de segurança — disse o presidente na terça-feira.

Em 2019, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) já tinha matriculado seu filho em um colégio militar sem necessidade de concurso. Segundo a parlamentar, ele estava sendo ameaçado pela internet e também ingressou na unidade educacional por razões de segurança.

No caso de Bolsonaro, o pedido foi encaminhado para o Exército que irá analisar a questão por meio do seu departamento de Educação. De acordo com o artigo 52 do Regulamento dos Colégios Militares, podem se matricular sem necessidade de processo seletivo os órfãos de militares ou dependentes demilitares que estejam transferidos, em missão no exterior, em guarnições especiais, transferido para a reserva remunerada e dependentes de militares da reserva se o resposnável for reformado por invalidez.

Entretanto, o artigo 92 do mesmo regulamento abre uma exceção: segundo ele, "os casos considerados especiais poderão ser julgados pelo Comandante do Exército", desde que seja ouvido o Departamento de Educação.

Desde o início do mandato, o presidente Bolsonaro defendeu a instalação de colégios militares em todo o país. As unidades do tipo costumam ter desempenho superior à média nacional em exames. Entretanto, as escolas administradas pelas Forças Armadas também costumam receber mais recursos do que a média das escolas públicas do Brasil.

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