Bolsonaro precisará de tempo de TV em 2022, diz Fábio Faria: ‘Ninguém sabe nem que o PIX foi do governo’

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BRASÍLIA — Um dos principais ministros do governo, que despacha do Palácio do Planalto, Fábio Faria (Comunicações) avalia que o pior momento do presidente Jair Bolsonaro já passou. Para ele, porém, Bolsonaro precisará ter tempo de televisão em 2022 para mostrar realizações do Executivo, citando o PIX (meio de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central).

Em entrevista ao GLOBO, Faria afirmou que Bolsonaro contará com o apoio dos três partidos que ele “namora” para se filiar: o PP de Arthur Lira e Ciro Nogueira; o PL de Valdemar Costa Neto; e o Republicanos.

— Ele falou que está em dúvida entre três namoradas, que são os pilares do presidente. Ele vai ter um apoio de Republicanos, PP e PL. O presidente vai ter muita coisa o que mostrar, Ele precisa de tempo de TV, porque ele sofreu um massacre durante quatro anos. A hora de mostrar é o período eleitoral, e os partidos maiores têm tempo de TV. Ninguém sabe nem que o PIX foi do governo Bolsonaro, não sabem que foi dele. A gente tem muita coisa para mostrar — afirma.

Para o ministro, o pior momento do governo foi gerado pela CPI da Covid do Senado.

— O pior momento do governo passou. Nós estávamos com pandemia altíssima no Brasil, mas o pico já passou. E a CPI (da Covid) saiu. O presidente ficou cinco meses apanhando todos os dias da CPI — afirma.

Faria acredita que a disputa para a Presidência da República em 2022 será entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula.

— A campanha vai ser de Bolsonaro versus Lula, até porque eu não acredito em terceira via. O ambiente está totalmente polarizado, Fla-Flu, paixão de um lado da direita, paixão do outro da esquerda, é um rejeitando o outro. Não vejo nenhum tempero ali na candidatura do centro.

O ministro das Comunicações avalia também que a relação de Bolsonaro com os demais poderes se “estabilizou”.

— Ele não briga só. Ele reage. Tem um grupo que está com ele, que elegeu ele, e quando tem algo muito exagerado ele reage. Só que com o tempo as pessoas vão se acomodando. Quem mais perde com a briga é ele. Afeta dólar, preço do combustível. Ele sabe que é o mais afetado, mas ele não vai abrir mão das coisas

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