Bolsonaro publica e apaga vídeo com fake news sobre eleições

***ARQUIVO***OSASCO, SP, 21.10.2022 - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)
***ARQUIVO***OSASCO, SP, 21.10.2022 - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Bruno Santos/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou, na noite de terça-feira (10) nas redes sociais, um vídeo com novas mentiras sobre as eleições de 2022. Ele apagou o conteúdo pouco depois.

A publicação pelo presidente de novas fake news sobre o processo eleitoral ocorre poucos dias depois dos ataques golpistas perpetrados por militantes bolsonaristas -muitos influenciados por teorias da conspiração que questionam a vitória eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - contra a sede dos Três Poderes em Brasília.

A inédita invasão e depredação do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal) teve como consequência a prisão de centenas de pessoas suspeitas de participação no vandalismo e o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), além de ordens de prisão contra o ex-ministro de Bolsonaro Anderson Torres e o ex-comandante da Polícia Militar do DF, Fabio Augusto Vieira.

No vídeo publicado --e posteriormente apagado-- por Bolsonaro no Facebook, um homem identificado como Dr. Felipe Gimenez ataca a segurança das urnas eletrônicas. A publicação traz ainda as frases "Lula não foi eleito pelo povo. Ele foi escolhido e eleito pelo STF e TSE [Tribunal Superior Eleitoral]".

A publicação foi feita às 21h55 de terça.

Ao contrário do que diz o conteúdo, Lula venceu Bolsonaro nas eleições de 2022 pelo voto popular. O petista teve 50,9% dos votos válidos, e Bolsonaro, 49,1%.

Desde que foi derrotado, Bolsonaro se manteve recluso no Palácio da Alvorada e evitou declarações públicas. Ataques diretos contra o sistema eleitoral e ministros do Supremo -como ele fez frequentemente durante seu mandato -também passaram a ser evitadas.

Bolsonaro viajou aos Estados Unidos na véspera da posse de Lula e, com isso, não cumpriu o rito democrático de passar a faixa presidencial a seu sucessor no Palácio do Planalto.