Bolsonaro quer buscar eleitores mais pobres, ataca pesquisas e evita falar em fraude

Bolsonaro quer buscar eleitores mais pobres, ataca pesquisas e evita falar em fraude nas urnas. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Bolsonaro quer buscar eleitores mais pobres, ataca pesquisas e evita falar em fraude nas urnas. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

A campanha do atual presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), deverá focar na busca dos votos juntos aos eleitores mais pobres.

Bolsonaro também atacou os resultados das pesquisas eleitorais, evitou falar em fraude eleitoral e aposta no apoio junto ao governador reeleito em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

As indicações foram feitas em um discurso na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília, na noite deste domingo (2), ao analisar as porcentagens da eleição em 1º turno à Presidência.

"Tem muito voto (para o Lula) que foi pela condição do povo que sentiu o aumento dos produtos, principalmente da cesta básica. Há uma vontade de mudar, mas têm certas mudanças que podem vir para pior. Mostramos isso durante a campanha, mas parece que não atingiu certas camadas da sociedade", afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro ficou com a segunda colocação, com 43% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu na frente e obteve 48% dos votos válidos.

Os resultados, já consolidados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), contrariam as projeções dos principais institutos de pesquisas, que mostravam uma possibilidade, ainda que mínima, de vitória de Lula em 1º turno.

As pesquisas foram alvo de ataque de Bolsonaro, que as classificou como "mentiras".

"Vencemos a mentira das pesquisas, temos um 2º tempo pela frente com tempos iguais de campanha e tudo agora passa a ser igual. (...) Vamos ao 2º turno com confiança total e se desmoralizou de vez os institutos de pesquisa", completou.

O presidente evitou também atacar o resultado do pleito e descredibilizar a transparência do processo eleitoral, ponto tão atacado e explorado por ele durante a campanha. "Vou aguardar o parecer das Forças Armadas, que ficaram na 'sala-cofre' do TSE. Fica a cargo do ministro da Defesa esse assunto (confiança no resultado das eleições)".

Entre as possíveis alianças, Bolsonaro destacou que já teve uma conversa rápida e inicial com Zema, governador recém-reeleito em Minas Gerais. O estado reúne o 2º maior colégio eleitoral do país, atrás somente de São Paulo.

"Já existe a possibilidade de conversar com Zema. O Rio de Janeiro (com Cláudio Castro eleito) é nosso. Fizemos nossos contatos. O PL fez uma bancada com 101 deputados e vários senadores. Esse pessoal vai ser convidado a conversar e se empenhar na campanha. Isso vai nos ajudar a ganhar as eleições", finalizou.