Bolsonaro quer 'onda verde e amarela' na última semana de campanha

***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 15.09.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
***ARQUIVO***RIO DE JANEIRO, RJ, 15.09.2022 - O presidente Jair Bolsonaro (PL). (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro (PL) quer criar uma "onda verde e amarela" na semana anterior à realização das eleições para dar um gás na reta final. A meta é levar para o país um clima de festa e, dadas as devidas proporções, buscar algo semelhante ao 7 de Setembro.

Para isso, a previsão é o presidente visitar todas as regiões, privilegiando estados com grandes colégios eleitorais, com exceção da região Sul, onde ele figura melhor nas pesquisas de intenção de voto.

Bolsonaro deve iniciar a semana no Centro-Oeste, com atividades em Brasília ou Goiânia.

No Nordeste, Bolsonaro vai buscar o voto evangélico em uma Marcha para Jesus nos municípios de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA), cidades conurbadas, nos dois principais colégios eleitorais da região. Devem acompanhá-lo os ex-ministros e candidatos Gilson Machado (PL), que disputa o Senado em Pernambuco, e João Roma, postulante ao governo baiano. Deve haver motociata também.

Os últimos dias, no entanto, estão reservados para o Sudeste, região que concentra o maior número de eleitores. Em Minas Gerais, deve visitar Belo Horizonte e Uberlândia.

Em São Paulo, ele planeja eventos na Baixada, no ABC e na capital, na companhia do candidato Tarcísio de Freitas (Republicanos), prioridade entre os governadores bolsonaristas.

O presidente também quer dar um destaque ao Rio de Janeiro, onde vota e tem seu berço político. O objetivo é organizar uma agenda na Baixada Fluminense, ao lado do governador Cláudio Castro (PL).

Os detalhes dos compromissos ainda dependem de acertos finais e da decisão sobre a participação em debates. Caso opte por participar do debate da Globo, por exemplo, que acontece na quinta-feira (29) anterior às eleições, alguns ajustes podem ser feitos.

Segundo Machado, a ideia é aproveitar a onda que, segundo ele, começou em 1º de setembro. "É o mês do bicentenário da nossa pátria", explica.

Bolsonaro vem em segundo nas pesquisas mais recentes e enfrentando uma rejeição na casa dos 50% — no último Datafolha, alcançou 53%. O presidente enfrenta ainda uma campanha do seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pelo voto útil para liquidar a disputa já no primeiro turno.