Bolsonaro quer pedir uso emergencial de medicamento testado em 30 pessoas

Anita Efraim
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TOPSHOT - Brazilian President Jair Bolsonaro (L) and Israeli Prime Minister Benjamin Netanyahu touch the Western wall, the holiest site where Jews can pray, in the Old City of  Jerusalem on April 1, 2019. - Bolsonaro arrived in Israel just ahead of the country's polls in which his ally Prime Minister Benjamin Netanyahu faces a tough re-election fight. (Photo by Menahem KAHANA / POOL / AFP)        (Photo credit should read MENAHEM KAHANA/AFP via Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante visita a Israel, no Muro das Lamentações (Foto: Menahem Kahana/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) anunciou nas redes sociais que vai pedir o uso emergencial de um medicamento para tratar o coronavírus. O remédio está sendo desenvolvido em Israel, mas só foi testado em 30 pessoas.

O experimento está sendo feito no Hospital Ichilov, mas os resultados ainda são preliminares. O medicamento EXO-CD24 foi desenvolvido pelo professor Nadir Arber, do Centro Integrado de Prevenção ao Câncer. Até o momento, 30 pacientes com covid-19 receberam o remédio e o resultado foi positivo em 95% dos casos.

Entre os pacientes, 29 melhoraram em dois dias e deixaram o hospital após cinco dias de internação. Apenas um dos pacientes que recebeu o remédio levou mais tempo para se recuperar.

Gabi Barbash, especialista em Saúde Pública do Instituto Weizmann de Ciências, pontuou que é preciso ter cuidado com o estudo. Os testes ainda não foram feitos com grupos de controle, por exemplo.

“Eu teria muita calma com todo tipo de experimento como esse. É um estágio muito inicial, eles ainda não estão comparando o grupo que recebeu o remédio com um grupo de controle. Nós precisamos esperar um longo tempo para analisar esse tipo de iniciativa, eu tenho minhas dúvidas”, declarou Barbash.

Ainda assim, Bolsonaro e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmam que negociam para que a tecnologia chegue ao Brasil.