Bolsonaro quer PM, bombeiros e estudantes de colégios militares no 7 de Setembro no Rio

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O presidente Jair Bolsonaro deu mais detalhes nesta terça-feira do desfile que está planejando para ocorrer no 7 de Setembro no Rio de Janeiro. De acordo com Bolsonaro, além das Forças Armadas, a previsão é que também participarão policiais militares, bombeiros, e estudantes de colégios militares e civis e da Academia Militar das Agulhas Negras.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou que na manhã do 7 de Setembro participará do tradicional desfile em Brasília e que de tarde irá ao Rio de Janeiro. A parada militar na capital fluminense tradicionalmente ocorre no centro da cidade, na Avenida Presidente Vargas, mas o presidente afirmou que neste ano a ideia é que ocorra na Praia de Copacabana.

— A gente vai pedir ao pessoal que botar carro de som, vai ter muita gente em Copacabana, que não use seu carro de som durante aí o desfile, que deve durar em torno de, no máximo 1h. É tropa das Forças Armadas, Marinha, Exército e Aeronáutica. Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar. Academia Militar das Agulhas Negras deve ter um efetivo de um ano desfilando. Colégio militar. Algumas escolas civis lá do Rio de Janeiro — disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Guaíba.

Como mostrou a colunista Malu Gaspar, o anúncio de Bolsonaro surpreendeu e preocupou os organizadores da parada no Rio de Janeiro, já que há dúvidas no Comando Militar do Leste sobre a viabilidade de transferir o desfile.

Nesta terça, Bolsonaro também disse que a população vai "prestigiar o desfile", mas que é "natural" que ocorram alguns protestos.

— É um desfile cívico-militar em Copacabana. A população, obviamente, vai lá prestigiar o desfile. Pessoal deve ir de camisa verde e amarela. Deve ter alguns protestos, é natural. Da nossa parte, ninguém vai querer protesto para fechar isso ou fechar aquilo.

No ano passado, Bolsonaro participou de um ato na capital paulista logo após o desfile na capital federal. Na ocasião, ele insultou o ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que desobedeceria decisões judiciais dele.

A manifestação do presidente na ocasião marcou uma escalada no embate entre o Palácio do Planalto e o Supremo. Para reduzir a pressão, Bolsonaro articulou com o ex-presidente Michel Temer uma carta pública que funcionou como uma espécie de cessar-fogo com os demais Poderes da República.

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