Bolsonaro quer Tarcísio de Freitas para o lugar de Mourão em 2022

Colaboradores Yahoo Notícias
·1 minuto de leitura
Brazilian President-elect Jair Bolsonaro (R) and his appointed Minister of Infrastructure Tarcisio Gomes de Freitas prepare to address the press at the transitional government's headquarters in Brasilia, on November 27, 2018. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Jair Bolsonaro (sem partido) estuda nomes para o lugar de Hamilton Mourão (PRTB) na chapa à reeleição em 2022. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, tornou-se o favorito, segundo auxiliares do presidente.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro busca alguém que não tenha exercido mandato parlamentar e que não tenha uma base de apoio no Poder Legislativo, critérios que aliados do presidente avaliam que o ministro preenche.

Leia também

O objetivo é evitar colocar na linha de sucessão um nome que conte com respaldo político para estimular o avanço de um processo de impeachment.

Bolsonaro quer um nome que não lhe desperte desconfiança e que tenha uma postura mais comedida, sobretudo na relação com os veículos de imprensa, tratados pelo presidente como inimigos do governo.

A disposição de Mourão em responder quase que diariamente a perguntas de jornalistas, o que lhe rende espaço junto à opinião pública, irrita Bolsonaro desde o início do governo.

Como retaliação, na última terça-feira (9), Bolsonaro excluiu Mourão até mesmo de reunião ministerial, encontro do qual o general costumava participar. Em caráter reservado, o presidente alegou que desconfiava que o general vazasse assuntos tratados à imprensa.

Bolsonaro tem levado Tarcísio a tiracolo em aparições públicas, movimento semelhante ao realizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a sua sucessora, Dilma Rousseff (PT).

Aliados do governo defendem que Bolsonaro opte por alguém do Nordeste, onde ele apresenta os maiores índices de rejeição. A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no fim de janeiro, mostrou um aumento da rejeição ao presidente de 34% para 43% na região. Neste caso, o nome mais citado no Palácio do Planalto é o do ministro do Turismo, Gilson Machado.