Bolsonaro reafirma intenção de vetar fundo eleitoral, mas diz que palavra final será do Congresso

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro reafirmou nesta terça-feira sua intenção de vetar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões, mas disse que a palavra final será do Congresso, a quem cabe manter ou derrubar o seu veto. Bolsonaro afirmou não ter problema com parlamentares, mas ressaltou que não é obrigado a "intubar" tudo que for aprovado pelo Legislativo.

— Não é (tudo) que eles aprovam lá, (que) sou obrigado a intubar do lado de cá. Não tenho problema com o Parlamento, espero que não tenha problema lá com deputados e senadores. E eles agora, após o nosso veto, eles decidem se mantém ou não — disse o presidente, em entrevista à rádio Itatiaia.

O valor do fundo eleitoral, três vezes maior que o destinado às eleições de 2018, foi aprovado na semana passada pelo Congresso na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estabelece os parâmetros para o Orçamento do próximo ano.

Apesar de Bolsonaro indicar o veto, no Palácio do Planalto, a avaliação é que o melhor desfecho para o fundo eleitoral seria o Supremo Tribunal Federa (STF)l anular a votação da LDO. Na segunda-feira, parlamentares ingressaram com uma ação na Corte com esse objetivo.

Técnicos do governo avaliam que o simples veto resultaria na manutenção do mesmo valor destinado ao fundo em 2018, de R$ 2 bilhões. Isso porque o montante foi estabelecido, no último pleito, após alteração feita na Lei das Eleições.

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