Bolsonaro recebe bancada do PL e discute eleição para presidência do Senado

Bolsonaro, que vem evitando aparições públicas após a derrota no segundo turno, discutiu eleição para a Presidência do Senado com parlamentares do PL - Foto: REUTERS/Adriano Machado
Bolsonaro, que vem evitando aparições públicas após a derrota no segundo turno, discutiu eleição para a Presidência do Senado com parlamentares do PL - Foto: REUTERS/Adriano Machado

Integrantes da bancada do PL reuniram nesta quinta-feira (1º) com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da eleição para a presidência do Senado, que ocorre em fevereiro do ano que vem. A legenda estuda a indicação de um integrante da sigla para a disputa.

O partido elegeu em outubro deste ano, oito senadores e terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura. A bancada terá 15 dos 81 senadores.

Entre os participantes do encontro, que acontece no Palácio da Alvorada, estão os senadores Wellington Fagundes (PL-MT), Eduardo Gomes (PL-TO) e Carlos Portinho (PL-RJ), atual líder do partido no Senado.

Rogério Marinho (PL), ex-ministro do Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro e senador eleito pelo Rio Grande do Norte, é um dos nomes cotados para ser o representante do partido na eleição. Há ainda a possibilidade da candidatura de Carlos Portinho.

"Rogério Marinho é um excelente nome, mas todos têm competência política. E Rogério Marinho é um nome importante do partido, por ter sido ministro, deputado, tem boa relação com a Câmara", avaliou Fagundes.

É possível que até a próxima quarta-feira (7), quando a bancada do partido voltará a se reunir para debater o tema, seja definida a candidatura do PL na disputa à presidência do Senado.

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), atual presidente da Casa, deve tentar mais um mandato à frente do Senado. Pacheco tem buscado o apoio do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para a disputa.

Na última terça-feira (30), Bolsonaro já havia se reunido com integrantes do partido em um jantar promovido por Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, em Brasília.

O presidente tem se mantido recluso após a derrota nas eleições de outubro, mas tem recebido aliados para encontros fechados na residência oficial da presidência da República.