Bolsonaro recebe 'Bolsonaro da África' em Brasília e o chama de irmão

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BRASÍLIA, DF, 24.08.2021 – JAIR-BOLSONARO – Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), recebe visita do presidente da república da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embalo, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF, nesta terça-feira 24.  (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 24.08.2021 – JAIR-BOLSONARO – Presidente Jair Bolsonaro (sem partido), recebe visita do presidente da república da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embalo, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF, nesta terça-feira 24. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Jair Bolsonaro recebeu nesta terça (24) o presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, no Palácio do Planalto. Conhecido como "Bolsonaro da África", ele foi recepcionado em cerimônia de cerca de meia hora que contou com 21 disparos de canhões e desfile da cavalaria, por tratar-se de visita de Estado.

Após a cerimônia, houve almoço em homenagem ao convidado no Ministério das Relações Exteriores.

A comitiva da Guiné Bissau chegou em avião da FAB, enviado pelo governo brasileiro, ainda que a praxe seja a de que chefes de Estado venham ao país em aeronave própria ou arquem com as despesas do voo.

Embaló, admirador declarado de Bolsonaro, foi convidado pelo próprio presidente brasileiro, que se referiu ao líder africano como "irmão". "Conversamos rapidamente sobre algumas questões, como agricultura, saúde e defesa. E disse-lhe que estamos prontos para servi-lo", disse Bolsonaro ao lado de Embaló.

Já o visitante disse que o Brasil dispõe das ferramentas necessárias "neste momento para modernizar a agricultura e a área de saúde" e convidou Bolsonaro para conhecer a Guiné Bissau em outubro. O líder brasileiro, por sua vez, disse apenas ter assumido o compromisso de visitá-lo "na primeira oportunidade".

Na Guiné-Bissau, Embaló é criticado devido à indicação de militares para postos-chave da estrutura do Estado, em detrimento de servidores civis, e por apoiar a repressão policial contra uma greve de professores e profissionais de saúde. O africano também defende uma reforma da Constituição do país, o que, segundo opositores, tem como objetivo a concentração de poderes nas mãos do presidente.

O autoritarismo do líder guineense faz com ele seja acusado de tentar implementar uma ditadura.

Participaram da cerimônia nesta terça-feira os ministros Tereza Cristina (Agricultura), Marcelo Queiroga (Saúde), Milton Ribeiro (Educação), Carlos França (Itamaraty), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral), Anderson Torres (Justiça), além do secretário para Assuntos Estratégicos, almirante Flávio Rocha, e de Célio Faria, chefe de gabinete do presidente. Apenas Tereza, Queiroga e Ribeiro usavam máscara.

Na comitiva presidencial africana, por outro lado, todos utilizavam a proteção, incluindo Embaló.

Militar da reserva, o líder africano disse em entrevista recente ver Bolsonaro como inspiração. Ao serviço em português da Deutsche Welle, rede pública de comunicação da Alemanha, Embaló afirmou ter conversado com o vice-presidente do Brasil, Hamilton Mourão, durante reunião da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP), em Luanda, capital de Angola. Guiné-Bissau é uma ex-colônia portuguesa.

Durante a conversa, Mourão teria dito que o atual presidente brasileiro se candidatou por entender que "o Brasil não podia correr mais riscos e porque os civis não se entendem". "Então, [Bolsonaro disse:] 'Se ganharmos, vamos pôr ordem no Brasil'." Embaló disse ter feito o mesmo em seu país.

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