Bolsonaro se reúne com irmão de petista assassinado e admite fake news

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Da esquerda para a direita: o ex-senador Magno Malta, José Arruda, irmão do petista assassinado, Jair Bolsonaro e o deputado Otoni de Paula. (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR/Divulgação)
Da esquerda para a direita: o ex-senador Magno Malta, José Arruda, irmão do petista assassinado, Jair Bolsonaro e o deputado Otoni de Paula. (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR/Divulgação)
  • Encontro aconteceu no Palácio do Planalto

  • Deputado Otoni de Paula afirma que presidente se desculpou por fake news

  • Em fala para evangélicos, Bolsonaro comentou reunião

O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu o irmão de Marcelo Arruda, assassinado por um bolsonarista em sua festa de aniversário, no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (20).

O encontro entre o presidente e José Arruda foi mediado pelo deputado Otoni de Paula (MDB-RJ). Depois, ele deu detalhes sobre o encontro e disse que Bolsonaro pediu desculpas por ter divulgado informações falsas sobre o crime - ele havia criticado testemunhas que chutaram o atirador, o policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, e afirmou que eram “todos petistas”.

“O presidente se desculpou por esse fato, porque a 1ª informação que ele tinha –errada– e que eu disse a ele a verdade também, e o José [irmão de Arruda] também falou, foi que aquele ato, o chute, depois, não foi um ato provocado por um petista, foi um ato de um amigo do Marcelo bolsonarista. E nessa reunião, então, o presidente se retratou com ele e reconheceu de que aquela fala dele foi uma fala sem a devida informação verdadeira”, disse o parlamentar.

O encontrou durou cerca de uma hora. Segundo Otoni, a viúva do petista foi procurada para que o presidente pudesse prestar condolências. “Tentamos procurar, tentamos procurar, só que não havia clima para isso”, disse. “O presidente reconhece isso como ato de tamanha violência que deve ser condenado. Se esse crime é político ou não, é a polícia que tem que, aí no caso, dizer”, disse.

Pouco depois, também na quarta-feira, Bolsonaro participou de um culto evangélico em Taguatinga, a 30 km de Brasília, onde comentou o encontro.

“A imprensa tentou botar no meu colo a responsabilidade pelo episódio lamentável e injustificável. Brigas existem, mas como aquela não tem explicação, do nada. Do nada, deixando um chefe de família morto, não interessa a coloração daquela pessoa”, disse. “Destruímos narrativas, mostramos que me interessa conversar com ele para prestar solidariedade, e ele veio falar comigo depois de o irmão ser morto”.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos