Bolsonaro reclama de longa espera até posse de Lula em janeiro, diz colunista

Segundo colunista, Bolsonaro reclamou da longa espera até a posse de Lula, em janeiro de 2023. Foto: Ueslei Marcelino / Reuters.
Segundo colunista, Bolsonaro reclamou da longa espera até a posse de Lula, em janeiro de 2023. Foto: Ueslei Marcelino / Reuters.
  • Bolsonaro (PL) se queixou do tempo que terá de esperar até que o presidente eleito, Lula (PT), tome posse, em janeiro;

  • Bolsonaro disse a interlocutores que distância entre eleição e início do novo governo deveria ser mais curta;

  • Bolsonaro disse que o presidente que deixa o cargo já não tem poder algum e que suas opiniões são irrelevantes.

Jair Bolsonaro (PL) se queixou do tempo que terá de esperar até que o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tome posse, no dia 1° de janeiro de 2023. O ex-capitão fez a reclamação a interlocutores que o visitavam, segundo coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

O atual chefe do Executivo disse que a lei deveria mudar, permitindo que o novo governante tomasse posse logo após a abertura das urnas. Ele apontou ainda que a longa espera é aflitiva.

De acordo com Bolsonaro, o presidente que deixa o cargo já não tem poder algum e suas opiniões são irrelevantes. Portanto, restaria a ele ficar batendo ponto, esperando o tempo passar.

Na ocasião do encontro com os interlocutores, o atual chefe do Executivo passou a impressão de que estava chateado e triste por ter perdido o pleito, algo que não esperava.

Na semana seguinte à eleição, o ex-capitão foi diagnosticado com erisipela. Desde então, manteve-se recluso e recebeu poucas visitas, relegando funções a seu vice-presidente, Hamilton Mourão.

Na última quinta-feira (17), o general Braga Netto, candidato a vice na chapa de Bolsonaro, foi até o Palácio da Alvorada para visitá-lo e disse que ele estava melhor, podendo voltar a despachar no Palácio do Planalto em breve.

Bolsonaro não fez quase nada desde que perdeu eleição

Passadas três semanas desde sua derrota no segundo turno das eleições, Bolsonaro vive uma rotina de reclusão, com agenda oficial enxuta e número reduzido de postagens em suas redes sociais, meios que adotou como principal forma de comunicação ao longo de seu mandato.

No cenário internacional, o presidente ausentou-se da COP27, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que ocorre no Egito até o dia 18 -com participação do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Bolsonaro também não foi à reunião da cúpula do G20, na Indonésia.

*Com informações da Folha de S. Paulo.