Bolsonaro reclama de ministros, mas diz que Supremo 'vai mudando' após suas indicações

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BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira que, apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter "um ou outro" que atrapalham seu governo, a Corte irá, aos poucos, mudando com as suas indicações. Em discurso feito em uma igreja evangélica em Manaus, o presidente destacou que o presidente eleito em 2022 irá indicar mais dois ministros para o tribunal.

— Sabia que a missão seria difícil, sabia dasa dificuldades, sabia que quase tudo que nós fazemos passa pelo Parlamento brasileiro. Temos tido um bom retorno do Parlamento. Sabíamos que o outro Poder ao lado, o Supremo Tribunal Federal, uma ou outra pessoa iria nos atrapalhar. Mas acreditamos que este Supremo, assim como o Parlamento, assim como o Executivo, aos poucos vai mudando — afirmou.

Bolsonaro, então, citou a indicação de André Mendonça. O ex-ministro da Advocacia-Geral da União foi indicado para o STF e aguarda sua avaliação pelo Senado Federal, que ainda não tem data para acontecer em meio às restrições de alguns senadores, como Davi Alcolumbre (DEM-AP).

O presidente afirmou que tem "conversado muito" com André Mendonça, e repetiu o pedido que fez ao indicado ao Supremo.

— Mas dei uma missão para ele: toda primeira sessão da semana no STF ele pedirá a palavra e iniciarão os trabalhos após uma oração — afirmou.

No discurso, Bolsonaro destacou que a mudança no Supremo Tribunal Federal defendida por ele passa pela indicação de mais ministros à Corte. O presidente lembrou que quem for eleito nas próximas eleições poderá indicar mais dois ministros.

— Em 2023, quem porventura for eleito presidente em 2022 indicará no primeiro semestre mais dois integrantes para aquela Corte. Tenho certeza, nós vamos mudando o Brasil — afirmou Bolsonaro.

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