Bolsonaro reclama que faltou tempo no debate para discutir propostas

O debate acabou sendo marcado mesmo pela troca de acusações, principalmente entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)
O debate acabou sendo marcado mesmo pela troca de acusações, principalmente entre Bolsonaro e o ex-presidente Lula. (Foto: REUTERS/Pilar Olivares)

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, reclamou de ter tido pouco tempo para discutir propostas para o País no debate realizado pela TV Globo na noite desta quinta-feira (29).

A sabatina durou 3 horas. Além do mandatário, participaram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT); Felipe d’Avila (Novo), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil); Padre Kelmon (PTB) e Ciro Gomes (PDT).

“Eu gostaria que tivesse mais tempo para poder discutir propostas com mais profundidade, mas na medida do possível, eu acho que consegui mostrar o que é meu governo, um governo sem corrupção, um governo que não quer censurar a mídia um governo que respeita a família um governo que recuperou a economia pós-pandemia”, disse Bolsonaro ao portal G1, logo após o evento.

Durante a sabatina, o chefe do Executivo lembrou de projetos como o Auxílio Brasil, além da entrega de terras para agricultores.

“Temos uma das gasolinas mais baratas do mundo. Temos o maior programa social da história do Brasil: R$ 600 para 20 milhões de famílias, em grande parte mulheres. Um governo que pacificou o campo, titulando terras. O MST hoje não funciona mais, não invade mais terreno. Nós demos dignidade a essas pessoas”, reforçou o candidato.

Contudo, o evento acabou sendo marcado mesmo pela troca de acusações, principalmente entre ele e o ex-presidente Lula. Apesar de não terem protagonizado um confronto direto, os dois trocaram ataques pessoais em seis pedidos de respostas concedidos (8 foram solicitados).

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O único momento em que estiveram frente a frente ocorreu ainda no primeiro bloco, durante 1 minuto e 30 segundos de cada direito de resposta.

Bolsonaro falou sobre casos de corrupção e chamou Lula de “ex-presidiário” por duas vezes. Além de ter acusado Lula de ser mentor do assassinato do ex-prefeito Celso Daniel. O presidente ainda levantou suspeitas sobre os filhos do candidato petista.

Lula também mencionou investigações contra a família do adversário e chamou ele de mentiroso por diversas vezes.

Bolsonaro contou com ajuda nas críticas a Lula. O candidato do PTB, Padre Kelmon, foi apontado como “cabo eleitoral” do mandatário por fazer dobradinhas com ele falando mal da esquerda e do ex-presidente.