Bolsonaro recusou vacina da Pfizer pela metade do preço

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BANGKOK, THAILAND - JUNE 07: A health workers prepares a syringe for administering the AstraZeneca Covid-19 coronavirus vaccine to people at the mass vaccination site inside the Siam Paragon shopping mall on June 07, 2021 in Bangkok, Thailand. Thailand began rolling out its long-anticipated mass vaccination program on Monday. The government has said it will vaccinate around 70 percent of its population by the end of the year, with either  Sinovac or AstraZeneca vaccines. The government has also announced plans to acquire Pfizer and Johnson & Johnson vaccines to bolster its program. (Photo by Sirachai Arunrugstichai/Getty Images)
No Brasil, as primeiras doses chegaram apenas em abril, oito meses depois do primeiro contato
  • EUA e Reino Unido, que já imunizaram 40% da população, pagaram 20 dólares pelas doses da Pfizer

  • Vice-presidente da CPI ontabilizou 53 emails ignorados da farmacêutica

  • Na CPI, Pazuello classificou a proposta da Pfizer como "agressiva"

O governo de Jair Bolsonaro recusou vacinas da Pfizer no ano passado por metade do preço pago por Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia. Os imunizantes, considerados em agosto de 2020 "caros" pelo então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, teriam sido entregues em dezembro do ano passado a 10 dólares a doses. Estavam previstas inicialmente 70 milhões delas. As informações são da Folha de S.Paulo.

O Ministério da Saúde, agora comandado por Marcelo Queiroga, prevê R$ 30 bilhões para a vacinação no país. Essa valor equivale a 10% do auxílio emergencial em 2020 e também é menos do que os R$ 44 bi previsto para este ano como compensação pelo fechamento da economia.

O Brasil fechou novo contrato com a Pfizer que prevê 100 milhões de doses até dezembro.

EUA e Reino Unido, que já imunizaram 40% da população, pagaram 20 dólares pelas doses da Pfizer. Para a União Europeia, esse preço ficou em US$ 18,60.

No Brasil, as primeiras doses chegaram apenas em abril, oito meses depois do contato inicial.

Emails sem retorno

O vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), contabilizou 53 emails ignorados da farmacêutica pelo governo federal a partir da agosto sobre as 70 milhões de doses.

Na CPI, Pazuello classificou a proposta da Pfizer como "agressiva" e disse achar "caro o preço de 10 dólares a dose - meses depois, a gestão Pazuello fechou o negócio com a empresa com esse mesmo valor.

Antes da Pfizer, o Brasil se vacinava com a Coronavac, do Instituto Butantan, e AstraZeneca-Oxford, distribuída pela Fiocruz. Até o momento, 11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina contra a Covid-19.

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