Bolsonaro repete coro de “imbrochável” e campanha vê prejuízos entre mulheres

Presidente Jair Bolsonaro foi a uma churrascaria depois da Assembleia Geral da ONU, onde voltou a falar em
Presidente Jair Bolsonaro foi a uma churrascaria depois da Assembleia Geral da ONU, onde voltou a falar em "imbrochável" (Foto: Michael M. Santiago/Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Assembleia Geral da ONU na última terça-feira (20) e foi para uma churrascaria encontrar apoiadores. Lá, o presidente subiu em uma cadeira e relembrou o discurso de 7 de setembro, quando se autointitulou “imbrochável”.

“Além de imbrochável, eu sou outras coisas também”, disse Bolsonaro no restaurante. O uso do termo já havia sido entendido como um problema para a campanha e, agora, voltou a ser utilizado pelo presidente.

Ao g1, Felipe Nunes, CEO da Quaest, afirmou que os estudos mostram que o uso do termo “imbrochável” no 7 de setembro prejudicou a imagem de Bolsonaro. Foram ouvidos grupos de mulheres e eleitoras mostraram incômodo.

Uma das entrevistadas declarou que, se ouvisse isso do marido, “eu acabava com ele em casa”.

“Ou seja, é ruim para o homem e para mulher – é sutil e ele [Bolsonaro] parece não entender isso”, explicou Nunes.

De acordo com a jornalista Andréia Sadi, do g1, a campanha de Lula fez pesquisas qualitativas que identificaram os prejuízos das falas machistas de Bolsonaro em relação às mulheres.

Na nova pesquisa Genial/Quaest, nas intenções de voto, Lula aparece com 35% das intenções no eleitorado feminino no primeiro turno, enquanto Jair Bolsonaro tem 26%.

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