'Bolsonaro representava o ódio. Lula, o amor', diz Spike Lee no Rio Innovation Week

Em palestra no Rio Innovation Week, que acontece no Píer Mauá nesta sexta-feira, o cineasta americano Spike Lee declarou seu amor pelo Brasil e falou sobre as eleições presidenciais, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último dia 30, deixando o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) em segundo lugar.

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—Amo o Brasil. E estou muito feliz que a eleição nacional escolheu o amor — disse o americano, que antes de começar a palestra "O poder da criatividade" pediu silêncio "pela nossa irmã Gal Costa", que morreu na última quarta-feira. —Bolsonaro representava o ódio. Lula, o amor.

Dono de um Oscar de melhor roteiro adaptado por "Infiltrado na Klan" (2018), Lee falou sobre como os avanços tecnológicos podem ter seus pontos negativos:

—Tecnologia é complicada. Muita coisa pode fazer das pessoas idiotas. Tivemos presidentes do Brasil e dos EUA dizendo que a Covid era uma mentira — disse ele, fazendo referência a Bolsonaro e a Donald Trump. — A tecnologia é muito poderosa e pode espalhar mentiras com apenas um clique no iPhone.

O americano continuou falando de Trump, a quem chamou de "Agente laranja":

— Outra mentira que nosso Agente Laranja contou foi a de que a eleição foi fraudada, o que gerou um protesto que atacou o Congresso (a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021). Que bom que isso não aconteceu no Brasil. Não estava aqui, mas estava de joelhos rezando para que não acontecesse.

Mais cedo, Spike Lee subiu o morro Dona Marta, no bairro de Botafogo, Zona Sul da cidade, e fez questão de posar para uma foto na estátua do cantor Michael Jackson. A escultura fica no alto da comunidade, numa laje onde o cantor gravou cenas do clipe "They don’t care about us", em 1996.