Bolsonaro restringe novas sabatinas para evitar risco de confronto

***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro, ao lado da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, participa de evento promovido pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 10.08.2022 - O presidente Jair Bolsonaro, ao lado da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina, participa de evento promovido pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após ter perdido o controle e atacado a jornalista Vera Magalhães e a senadora Simone Tebet (MDB-MS) no debate de domingo (28), o presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende priorizar sabatinas nas quais espera ser menos confrontado.

Na tarde desta segunda (29), a previsão é que conceda uma entrevista à Rede TV na quinta (1º), outra ao SBT na sexta (2) e uma terceira à Jovem Pan, na segunda (5). A ida a uma sabatina agendada pela CNN para quarta (31) está descartada, por ora.

Nos três veículos já definidos, o presidente e seus auxiliares consideram menores os riscos de um novo deslize com o eleitorado feminino, que vêm batalhando para conquistar. Além disso, acham que poderão usar o espaço para tentar aumentar a rejeição ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bolsonaro e Lula mantiveram suspense sobre a ida ao debate de domingo, organizado pela Folha de S.Paulo, pelo UOL e pelas TVs Bandeirantes e Cultura, justamente porque avaliaram até o último minuto o que tinham a ganhar e a perder com a participação no encontro.

A campanha bolsonarista avalia que ele derrapou ao atacar as mulheres, embora minimizem o impacto eleitoral do episódio. Além de ter se mostrado machista, o que não contribui para vencer a rejeição do eleitorado feminino, ele provocou forte reação dos adversários.