Bolsonaro se irrita ao ser questionado sobre mensagens golpistas de empresários

O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou o caso durante evento em São José dos Campos (SP).  (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
O presidente Jair Bolsonaro (PL) comentou o caso durante evento em São José dos Campos (SP). (Foto: REUTERS/Carla Carniel)
  • Grupo de empresários bolsonaristas inclui Luciano Hang

  • Bolsonaro ainda atacou jornalista que publicou denúncia

  • Caso foi levado ao STF pelo senador Randolfe Rodrigues

Durante evento em São José dos Campos (SP), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse ser “fake news” que empresários bolsonaristas tenham incitado um golpe de estado em um grupo de Whatsapp, caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença as eleições. As mensagens não foram desmentidas pelos envolvidos.

"Chega de fake news", disse o candidato à reeleição irritado. Ele chegou a destratar membros de sua equipe durante o comício. Em um momento, um integrante se aproxima e ele diz: "Ninguém bota a mão em mim aqui".

O presidente então questiona quem são os membros do grupo ‘Empresários e Política’. Ao ouvir o nome de um dos seus maiores apoiadores, questiona: "Luciano Hang falando em dar golpe?".

Além dele, estão presentes Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da rede de shoppings Multiplan; José Koury, do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de Mormaii.

Bolsonaro ainda atacou o jornalista Guilherme Amado, autor da matéria que denunciou o caso: "Este cara é o fim do mundo, este cara é uma fábrica de fake news".

Pedido de prisão de empresários

o senador Randolfe Rodrigues (Rede) quer que os empresários golpistas sejam presos. O parlamentar acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (17) para que a Polícia Federal e o Ministério Público atuem contra o grupo “Empresários e Política”.

Veja como foram as últimas pesquisas eleitorais de 2022:

Entre as medidas solicitadas, estão a quebra de sigilo, congelamento de contas e prisão preventiva.

A petição de Randolfe foi enviada no âmbito do inquérito dos atos antidemocráticos, cujo relator é o ministro Alexandre de Moraes, chamado pelos empresários de “skinhead do PCC”.