Bolsonaro se reúne com chefe da missão da OEA no Palácio da Alvorada

O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu nesta quarta-feira o chefe da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Rubén Dário Ramirez Lezcano, um dos observadores internacionais convidados para acompanhar as eleições. O encontro ocorreu logo após o chefe do Executivo anunciar que sua campanha vai recorrer da decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), Alexandre de Moraes, que rejeitou o pedido para suspender as inserções de rádio da campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

Lezcano admitiu que Bolsonaro falou com ele sobre a denúncia por meio da qual a campanha do presidente afirmou ao TSE que rádios do Norte e Nordeste não teriam veiculado todas as inserções a que o candidato do PL teria direito. O chefe da missão da OEA disse, porém, que também abordará o tema com outras correntes políticas.

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-- Nós vamos falar desse assunto com os partidos. Nós fomos recebidos como solicitamos. Vamos ouvir os depoimentos dos partidos político e falar com as autoridades eleitorais do Brasil -- afirmou na saída do Palácio da Alvorada na noite desta quarta-feira.

Lezcano também afirmou que o encontro já estava previsto, assim como aconteceu no primeiro turno. Bolsonaro, no entanto, resolver vir para Brasília de última hora nesta quinta-feira, depois de cumprir uma agenda de campanha em Minas Gerais. A previsão inicial era que o presidente passasse a noite no Rio de Janeiro, onde terá compromissos amanhã de manhã.

O presidente mudou os planos para se reunir com ministros de Estado, sua equipe jurídica e representantes das Forças para deliberar sobre o caso da suposta supressão de inserções.

Lezcano afirmou também que terá agendas com os partidos políticos PL e PT, além de encontros com o TSE, o TCU e o ex-presidente Lula.

-- Hoje, tive a oportunidade de ser recebido, como na primeira vez, pelo presidente da República Jair Bolsonaro, nós vamos ter também reuniões com o candidato Lula, temos confirmação com o vice-presidente também, com os dois partidos, tanto do PT como do PL, e as autoridades eleitorais do TSE e também com o presidente do TCU.